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Economia

Governo Vai Limitar Importação de Batata para Proteger Produção Nacional

O Executivo moçambicano prepara-se para impor restrições temporárias à importação de batata e outros produtos agrícolas, visando priorizar a produção local e reduzir a dependência externa.
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O Governo moçambicano vai impor limites temporários à importação de batata, dando prioridade à comercialização e ao escoamento da produção agrícola nacional. A medida visa recorrer ao mercado externo estritamente quando a oferta interna for insuficiente, garantindo a proteção dos agricultores moçambicanos sem provocar escassez de alimento ou aumento dos preços para os consumidores.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 29 de Outubro, em Maputo, pelo secretário de Estado do Comércio, António Grispos, que afastou, para já, qualquer cenário de proibição total das importações.

Atualmente, Moçambique regista uma produção anual estimada entre 110 mil e 120 mil toneladas de batata, contudo, continua a importar anualmente entre 86 mil e 90 mil toneladas provenientes da África do Sul.

Alargamento do plano e fatores de mercado

Diante desta dependência externa, o Executivo pretende adotar mecanismos operacionais que assegurem a venda prioritária do produto moçambicano, permitindo a entrada do produto estrangeiro apenas para cobrir eventuais déficits no mercado nacional. A estratégia de proteção será igualmente alargada à cebola e ao tomate, com vista a alavancar a produção interna e criar melhores oportunidades de rendimento para os produtores locais.

No tocante à cebola, António Grispos explicou que a redução da oferta no mercado sul-africano, provocada por um período prolongado de estiagem, foi um dos fatores determinantes para a recente subida de preços verificada em Moçambique.

Reforço logístico e infraestruturas

Para elevar a capacidade produtiva e estabilizar o abastecimento nacional, o Governo prevê reforçar o acesso dos agricultores a sementes de elevada qualidade, investir na construção de infraestruturas adequadas de armazenamento e aprimorar as condições de transporte de hortícolas.

Entre as intervenções em análise estão a reabilitação de estradas, com especial incidência nas vias terciárias, e a aposta na cabotagem marítima para transportar produtos do Centro e Norte para o Sul do país, reduzindo os custos logísticos e evitando perdas após as colheitas.

O secretário de Estado adiantou ainda que o Executivo deverá anunciar, no decorrer das próximas duas semanas, novas restrições direcionadas à importação de produtos cuja produção interna seja já considerada suficiente para suprir a procura do mercado moçambicano.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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