A taxa de referência para as operações de crédito no sistema financeiro moçambicano, a Prime Rate, vai permanecer em 15,5% durante o mês de Novembro. A decisão assinala o sétimo mês consecutivo de estabilidade na taxa de juro, após uma sequência de três reduções registadas no início do ano, conforme anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) esta sexta-feira (30).
Alinhamento com a Política Monetária Central
A manutenção da taxa estende a tendência de estabilização em vigor desde Maio e reflete a posição do Banco de Moçambique, que em Setembro optou por manter a sua taxa de política monetária (MIMO) fixada em 9,25%, nível em vigor desde Janeiro.
No decorrer de 2026, a Prime Rate passou por três cortes consecutivos de 10 pontos base cada, aplicados nos meses de Janeiro, Março e Abril. A sequência de ajustamentos reduziu o indicador de 15,8% para os actuais 15,5%, patamar que permanece inalterado desde então.
Impacto no Crédito e Avaliação de Riscos
A Prime Rate é utilizada pelas instituições bancárias comerciais como indicador fundamental para a fixação das taxas de juro aplicadas aos empréstimos concedidos. A sua evolução está directamente vinculada à taxa MIMO estabelecida pelo banco central.
Na mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (CPMO), realizada a 30 de Setembro, o Banco de Moçambique decidiu manter a taxa MIMO em 9,25%, após a avaliação dos riscos associados à conjuntura económica. Na ocasião, o governador do banco central, Felisberto Navalha, fundamentou a decisão com a necessidade de manter uma “postura prudente” face às incertezas económicas e aos riscos para a inflação.
A taxa MIMO iniciou o seu ciclo de descida em Janeiro de 2024, altura em que se encontrava em 17,25% — nível em que permaneceu desde Setembro de 2022. Desde esse período, o Banco de Moçambique realizou reduções graduais até fixar a taxa nos 9,25% em Janeiro de 2026, mantendo a estabilidade observada até ao momento.