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Sociedade

Incêndio devasta 2.000 litros de combustível e deixa família sem sustento em Mecanhelas

Um incêndio de grandes proporções no bairro Mangaze, em Insaca, destruiu dois mil litros de combustível e bens de uma família, causando prejuízos estimados em centenas de milhares de meticais.
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Um incêndio de grandes proporções destruiu, na manhã da última terça-feira (27), cerca de 2.000 litros de combustível e danificou parcialmente a residência de um comerciante local no bairro Mangaze, situado na vila de Insaca, distrito de Mecanhelas, província do Niassa. O incidente deixou uma família composta por sete pessoas sem a sua principal fonte de rendimento e provocou elevadas perdas materiais.

Prejuízos financeiros e destruição de bens

O sinistro consumiu um total de 10 tambores de combustível com capacidade de 200 litros cada, dos quais seis continham gasolina e quatro armazenavam diesel. De acordo com Berta Chiuamba, esposa do comerciante atingido, cada recipiente estava avaliado em cerca de 32 mil meticais. Apenas o combustível destruído representa um prejuízo directo de 320 mil meticais, valor ao qual se somam os estragos na infra-estrutura habitacional e a perda de outros mantimentos essenciais.

Além do combustível e dos danos estruturais na casa — onde alguns quartos e a sala ainda poderão ser reaproveitados —, o fogo reduziu a cinzas oito sacos de milho de 75 quilogramas cada, destinados ao consumo do agregado familiar.

Origem das chamas e desespero durante o manuseio

As chamas eclodiram por volta das 7h, no momento em que Berta Chiuamba e o seu filho procediam à transferência de gasolina dos tambores para galões de menor dimensão. “Logo de manhã, quando eram 7h, começámos a transferir gasolina de um tambor para os galões. Depois de retirar 15 litros e colocar num tambor, quando comecei a tirar mais combustível para outro recipiente, o fogo começou a arder no tambor”, explicou a afectada.

Apesar das tentativas de alertar o filho e estancar o alastramento, o líquido inflamável derramado no solo acelerou a propagação do fogo. A rápida evolução do incêndio forçou o casal a pedir auxílio urgente aos vizinhos, que colaboraram na retirada de alguns bens salvados.

Suspeita de curto-circuito na origem da tragédia

Quanto às causas do sinistro, aponta-se a hipótese de um curto-circuito provocado pelo derrube acidental de uma árvore sobre a rede de distribuição eléctrica. Segundo relatos recolhidos no local, a árvore estaria a ser cortada por um jovem na propriedade vizinha no momento em que caiu sobre os cabos de energia.

Embora as autoridades locais tenham feito a sua intervenção no local do incidente, o ambiente de comoção e a urgência na salvaguarda dos pertences impediram a família de acompanhar em detalhe as diligências oficiais adoptadas.

Crise de abastecimento impulsiona comércio informal

Este sinistro ocorre num contexto de vulnerabilidade no abastecimento de combustíveis na vila de Insaca, autarquia recentemente elevada à categoria de município. A única estância de abastecimento formal existente na região tem-se mostrado insuficiente para cobrir a elevada procura local, o que força a população e os proprietários de veículos a recorrerem com frequência ao mercado informal.

A paralisação da actividade deste comerciante representa não apenas um impacto severo para a sobrevivência do seu agregado familiar de sete membros, mas também o encerramento temporário de um ponto alternativo de fornecimento de gasolina e diesel numa zona que enfrenta sistemáticas carências energéticas.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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