O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defendeu nesta quinta-feira (29) que o processo de expansão da rede eléctrica na província deve ser estritamente acompanhado por iniciativas de desenvolvimento produtivo. A declaração foi feita durante uma reunião de trabalho entre o sector privado local e o Fundo Nacional de Energia (FUNAE).
Energia como vector de transformação social e industrial
Durante a sua intervenção, Eduardo Mariamo Abdula destacou que a electrificação se mantém como um dos principais desafios do território provincial. O governante frisou a existência de comunidades sem qualquer acesso à energia e apontou que, em locais já contemplados com electricidade, pouca transformação prática foi registada na vida económica das populações.
Para evitar que os investimentos públicos resultem em impactos reduzidos, o chefe do executivo provincial alertou para a necessidade imperiosa de canalizar a energia para o desenvolvimento sustentável. Na sua visão, a infra-estrutura energética deve permitir a recolha, conservação e transformação da produção agrícola, além de impulsionar a instalação de pequenas indústrias e o surgimento de novos negócios.
Desafio de 180 milhões de meticais ao empresariado local
No âmbito do Programa Nacional de Aceleração da Electrificação Através de Mini-redes, cuja reunião teve lugar nesta terça-feira na cidade de Nampula, o governador fez um apelo directo à classe empresarial da região para que assuma o protagonismo na execução das empreitadas.
Eduardo Mariamo Abdula sublinhou a importância de as empresas locais participarem não como meras espectadoras, mas como prestadoras de serviços, fornecedoras de bens e parceiras estratégicas na concretização dos projectos. Referindo-se ao montante global de 180 milhões de meticais afecto às iniciativas, o governante reiterou que o empresariado da província dispõe de capacidade para disputar o mercado de igual para igual, exortando contudo ao fim de práticas de gestão inadequadas.