A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, exigiu rigor, transparência e elevada eficiência na administração dos recursos do Estado, exortando os recém-empossados dirigentes públicos a pautarem a sua conduta pela estrita legalidade, responsabilidade e defesa do interesse colectivo.
A posição foi defendida esta quarta-feira, durante a cerimónia oficial de tomada de posse de Tuaha Ossifo Chabane Mote, nomeado Director-Geral da Academia de Ciências Aeronáuticas (ACA); Ana Cristina da Rocha, empossada como Directora-Geral Adjunta para a Área Administrativa da Escola de Governação (Egov); e Calmira Sabino Manhiça Chongo, que assume as funções de Assistente do Primeiro-Ministro.
Serviço público como compromisso e responsabilidade
Durante a sua intervenção, a governante enfatizou que a assunção de cargos de direcção no aparelho estatal reflecte uma responsabilidade acrescida de servir os cidadãos e não a concessão de privilégios. Sublinhou ainda que o cidadão deve permanecer no centro de toda a acção governativa.
Ao abordar o sector da aviação civil, Maria Levi destacou o seu papel estratégico na promoção da conectividade territorial, na mobilidade de pessoas e bens, no desenvolvimento do turismo, na atracção de investimentos e no fortalecimento das cadeias logísticas. Nesse sentido, defendeu a urgência de capacitar profissionais altamente qualificados para responder aos padrões exigidos de segurança e eficiência.
Modernização institucional e capacitação humana
A Chefe do Governo recordou que a transformação da antiga Escola Aeronáutica em Academia de Ciências Aeronáuticas, formalizada pelo Decreto n.º 44/2026, de 29 de Julho, visa conferir um novo posicionamento institucional à formação no sector. Para o novo Director-Geral da ACA, Tuaha Mote, a governante recomendou prioridade total à valorização do capital humano, à qualificação do corpo docente e à modernização dos recursos pedagógicos.
Em relação à Escola de Governação, a Primeira-Ministra apontou o papel crucial da instituição na consolidação da capacidade do Estado e na promoção de uma administração pública íntegra e moderna. À Directora-Geral Adjunta, Ana Cristina da Rocha, foi recomendado um controlo rigoroso dos recursos patrimoniais e financeiros, aliado à aposta na transformação digital.
Em resposta às orientações, os novos quadros demonstraram total empenho em concretizar os objectivos definidos pelo Governo para as suas respectivas áreas de actuação.