Maputo, Moçambique • sábado, 31 de outubro de 2026
RADARNACIONAL
O Seu Portal de Notícias de Confiança • rn.co.mz
ESPAÇO PUBLICITÁRIO (728x90) Banner de Cabeçalho / AdSense / MGID / Publicidade Institucional
Sociedade

Ministro da Saúde responsabiliza equipa de plantão por falta de iluminação no Hospital José Macamo e determina inquérito

O ministro da Saúde, Ussene Isse, criticou a equipa de serviço do Hospital Geral José Macamo por não ter reportado a falta de luz que levou ao atendimento de uma criança com lanternas de telemóveis. Um inquérito oficial foi instaurado.
BANNER DE PUBLICIDADE (TOPO DO ARTIGO)
AdSense / MGID / Anúncio Institucional

O ministro da Saúde, Ussene Isse, responsabilizou publicamente os profissionais de serviço na Enfermaria do Hospital Geral José Macamo por não terem reportado atempadamente a ausência de iluminação na unidade sanitária. A tomada de posição do governante surge após a divulgação de um vídeo amador, gravado por volta das 22 horas do último sábado, no qual uma utente e uma profissional de saúde expõem a falta de lâmpadas numa sala de observação, recorrendo às lanternas de telemóveis para administrar tratamento médico a uma criança em pleno sofrimento.

Confrontado com as imagens do incidente, o titular da pasta da Saúde manifestou profundo desagrado e questionou a conduta da equipa de plantão, defendendo que a falta de comunicação célere sobre avarias compromete directamente a capacidade de resposta operacional dos serviços públicos de saúde.

Abertura de inquérito oficial e gestão de infra-estruturas

Falando à margem da V Reunião Nacional de Formação de Profissionais de Saúde, evento que decorre até ao dia 28 de Outubro, Ussene Isse sublinhou que a manutenção das condições de trabalho não deve ser vista como responsabilidade exclusiva dos órgãos de direcção hospitalar, mas sim de toda a equipa em serviço.

“Também ficamos muito tristes. E a minha pergunta é, aquele profissional que estava ali a trabalhar, por que ficou tanto tempo sem comunicar? Todos os hospitais têm sistema de manutenção permanente nos hospitais. É muito estranho uma lâmpada que fundiu de manhã e não ser comunicada àqueles que têm que resolver o problema. São estes aspectos que eu estava aqui a dizer, que nós temos que melhorar. Em vez de preocupar-se em gravar e publicar, temos que preocupar-nos em resolver os problemas. Quando a situação foi tomada, foi informada, foi resolvida rapidamente. São estas coisas que nós, como profissionais de saúde, temos que olhar. Imagina lá, estou a passar num corredor num hospital. Eu sou profissional de saúde e vejo água suja, vejo sangue no chão e passo. Há-de vir o director, o administrador. Não. Eu tenho que fazer parte da liderança, da gestão do dia-a-dia”, declarou o ministro.

Para clarificar com precisão os contornos do sucedido e apurar a responsabilidade de todas as partes envolvidas, o Ministério da Saúde determinou a abertura imediata de um inquérito oficial. “Nós estamos a trabalhar nisso, por isso levantamos um inquérito. Há um trabalho a ser feito para apurarmos o que terá acontecido. E vamos trabalhar fortemente para mudar o cenário”, assegurou Isse.

Desafios deontológicos e apelo à vigilância popular

Durante a sua intervenção, o ministro da Saúde abordou igualmente questões mais amplas ligadas à conduta e à ética no sector, reconhecendo a persistência de comportamentos inadequados em diversas unidades do país, incluindo casos de maus-tratos e de cobranças indevidas nas maternidades e nos serviços de urgência.

Embora tenha destacado os investimentos contínuos em acções de formação, capacitação deontológica e no fortalecimento dos comités de humanização em todas as unidades hospitalares, Ussene Isse exortou a população moçambicana a exercer um papel activo na fiscalização dos serviços públicos.

“Temos trabalhado fortemente na formação contínua, na formação em trabalho. Informações de refrescamento sobre ética deontologia profissional. Mas, acima de tudo, também esta componente da fiscalização e da supervisão a todos os níveis. Porque sabemos que há situações que nos entristecem. Quando uma mulher chega na maternidade e é tratada mal, é cobrada, é mal atendida. Não pode fazer parte da nossa forma de actuação, da nossa forma de trabalhar. Por isso quero aproveitar esta oportunidade também. É o seguinte, nós nunca estaremos, todos nós, mesmo os meus colegas no terreno, nunca estarão a tempo inteiro em todos os locais. Daí que estamos a apelar também ao povo moçambicano para ser muito vigilante e estar atento”, concluiu o governante.

BANNER DE PUBLICIDADE (FIM DO ARTIGO)
Radar Nacional - rn.co.mz
Gostou da notícia? Partilhe com os seus amigos: WhatsApp Facebook
Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *