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Sociedade

Governo Aprova Novos Regulamentos para Reorganizar os Subsistemas de Saúde em Moçambique

O Conselho de Ministros deu luz verde a três novos regulamentos que estabelecem rigorosas normas de funcionamento, licenciamento e inspecção para os sectores público, privado e comunitário de saúde.
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O Governo moçambicano deu um passo decisivo no ordenamento da prestação de cuidados de saúde no país. Reunido em sessão do Conselho de Ministros, esta terça-feira (27), em Maputo, o Executivo aprovou três importantes regulamentos que passam a definir as normas de organização, funcionamento, licenciamento, inspecção e fiscalização dos subsistemas público, privado e comunitário de saúde.

Enquadramento na Lei do Sistema Nacional de Saúde

Estes novos instrumentos normativos foram concebidos sob o amparo da Lei n.º 3/2026, de 21 de Janeiro, dispositivo legal que fixa o regime jurídico do Sistema Nacional de Saúde. A principal finalidade da medida é harmonizar o funcionamento dos diferentes sectores prestadores de cuidados médicos e garantir uma articulação eficiente entre eles.

Impacto nos Subsistemas Público, Comunitário e Privado

No que diz respeito ao subsistema público, o documento especifica directrizes detalhadas para a conduta e fiscalização de instituições estatais. As novas exigências incidem directas sobre os serviços de promoção da saúde, prevenção de enfermidades, diagnósticos, tratamentos, reabilitação, cuidados paliativos, além de actividades de investigação científica e formação profissional.

Para o subsistema comunitário, a regulamentação clarifica os requisitos operacionais das suas estruturas, fixando as condições de actuação da figura do Agente Comunitário de Saúde e desenhando a sua ligação de suporte aos sectores público e privado.

Em paralelo, o sector privado passa a ter directrizes reforçadas para o exercício da actividade médica. A regulamentação estabelece critérios para o licenciamento de clínicas, centros de diagnóstico, laboratórios, serviços de atendimento domiciliário e transporte privado de doentes. As exigências estendem-se igualmente aos profissionais que operam em regime liberal ou por conta própria, mesmo que não disponham de um estabelecimento físico fixo.

Com este pacote regulamentar, a liderança governamental visa consolidar uma estrutura jurídica sólida que garanta maior controlo e qualidade na prestação global de cuidados de saúde à população em Moçambique.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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