O Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank) e a Organização dos Produtores de Petróleo Africanos (APPO) formalizaram a criação do Banco Africano de Energia, uma nova instituição financeira dotada de um capital autorizado de 5 mil milhões de dólares destinada a financiar projectos de energia em todo o continente africano.
A iniciativa surge com o objectivo de colmatar o crescente défice de financiamento no sector energético de África, num momento em que os credores internacionais tradicionais reduzem o apoio a projectos de combustíveis fósseis, apesar de o petróleo e o gás natural continuarem a desempenhar um papel central nos sistemas energéticos do continente.
Estrutura Operacional e Liderança
A Assembleia Geral inaugural da instituição, realizada em Abuja, na Nigéria, nomeou Helmy Ghazi como o primeiro presidente da instituição e constituiu formalmente o seu Conselho de Administração inaugural.
As estimativas actuais indicam que as necessidades totais de investimento no sector energético do continente africano estão avaliadas em 200 mil milhões de dólares. Perante este cenário, o Banco Africano de Energia foi concebido para financiar iniciativas ao longo de toda a cadeia de valor do sector, abrangendo desde a prospecção e produção de petróleo e gás até à refinação e distribuição.
Metas e Expansão Continental
Em Fevereiro de 2025, foram avançados dados que indicavam a intenção de a instituição iniciar a suas operações efectivas até meados do ano. Durante o mesmo período, a África do Sul manifestou interesse em aderir ao projecto, apesar de não ser membro integrante da APPO.
A instituição bancária recém-criada definiu ainda como meta de longo prazo atingir uma base total de activos na ordem dos 120 mil milhões de dólares, consolidando-se como um pilar estratégico para a autossuficiência e desenvolvimento energético em África.