O valor do ouro registou uma trajetória ascendente na manhã desta segunda-feira, 2 de Novembro, sustentado pelo enfraquecimento do dólar norte-americano, pela redução nos preços do petróleo e por uma vaga de recompras por parte de investidores que aproveitaram a recente desvalorização para acumular o metal precioso.
O ativo avançou 0,67%, fixando-se nos 3 900,63 dólares por onça, após ter recuado 3,7% na sessão anterior. O mês de Outubro encerrou como o pior desempenho mensal para o ouro desde o ano de 2008. Acompanhando a tendência de recuperação dos metais preciosos, a prata também registou uma subida de 2,33%, atingindo os 50,244 dólares por onça.
Recomposição de posições e suporte de longo prazo
Neste cenário, o ouro encontra sustentação junto de investidores focado no longo prazo, que encaram os níveis atuais de cotação como uma oportunidade clara de compra. Segundo a avaliação do analista Justin Lin, da Global X ETFs, registaram-se movimentações de compra de oportunidade durante a sessão asiática, com investidores e bancos centrais a reforçarem cautelosamente as suas posições, embora a commodity permaneça numa situação de relativa vulnerabilidade.
Instabilidade geopolítica e os impactos no mercado
Apesar da recuperação observada, o metal permanece sensível a qualquer escalada das hostilidades no Médio Oriente. Relatórios indicam que os Estados Unidos favorecem uma resolução diplomática para o conflito, contudo, Donald Trump ameaçou retomar os ataques contra o Irão após as eleições intercalares norte-americanas, agendadas para esta terça-feira.
Em resposta, Teerão alertou que poderá emitir uma reação de maior amplitude, enquanto diversos países do Golfo expressam profunda preocupação de que uma nova vaga de ofensivas militares possa despoletar um conflito ainda mais destrutivo em toda a região.