O partido ANAMOLA denunciou publicamente, durante um briefing com a imprensa dedicado à análise da actualidade política nacional, o silenciamento e a eliminação física de figuras-chave da sua formação. O caso mais recente e de elevada gravidade é o assassinato de Ilídio Facitela, executado a tiro quando se esperava que constituísse testemunha no processo judicial que envolve o líder do partido, Venâncio Mondlane, no Tribunal Supremo.
Perseguição política e clima de impunidade
Segundo a direcção da agremiação política, esta execução junta-se a uma contagem trágica que ascende a dezenas de mortes violentas de membros e simpatizantes. Para o ANAMOLA, a perseguição e a eliminação física de quadros no terreno traduzem uma tentativa deliberada de ocultar a verdade e privar a defesa do seu líder de testemunhos fundamentais no mais alto órgão da jurisdição comum.
A liderança partidária criticou ainda a passividade institucional perante as constantes denúncias de violência política, enfatizando que a impunidade e a ausência de investigações credíveis por parte das autoridades competentes agravam significativamente o clima de insegurança e intimidação no país.
Exigência de protecção e responsabilização do Estado
O porta-voz do partido, Alberto Manhique, frisou que a integridade física de qualquer cidadão não pode ser desvalorizada em função da sua filiação partidária, exigindo do Estado moçambicano uma resposta firme, transparente e isenta na responsabilização dos autores dos crimes, bem como na protecção efectiva de testemunhas e dirigentes sob ameaça.
“O que é que nós pensamos com esta forma de assassinar o processo? É que se o engenheiro Venâncio Mondlane chegar àquele tribunal e não ter testemunhas vivas, a verdade será ocultada. E quem está por detrás da eliminação das testemunhas do engenheiro Venâncio Mondlane no Tribunal Supremo. Esta é a pergunta que não quer calar”, declarou Alberto Manhique.