O Tribunal Regional de Boschfontein, situado na província sul-africana de Mpumalanga, condenou o cidadão moçambicano Antonio Charles Mugabe, de 26 anos de idade, a uma pena de dez anos de prisão efectiva. A sentença foi proclamada na segunda-feira, após o réu ter-se declarado culpado de todas as acusações de posse, transporte e importação ilegal de um artefacto explosivo para o território sul-africano.
Apreensão na fronteira de Lebombo
A detenção do acusado ocorreu no passado dia 23 de Agosto, no posto fronteiriço de Lebombo, em Komatipoort. A acção foi desencadeada no âmbito de uma operação conjunta de fiscalização e segurança fronteiriça que envolveu a Polícia Sul-Africana (SAPS) e o Serviço de Receita da África do Sul (SARS), focada no controlo de passageiros oriundos de Moçambique.
Durante os procedimentos de inspecção às bagagens de viagem de Mugabe, as autoridades identificaram uma anomalia num dos compartimentos. A verificação minuciosa permitiu a localização e apreensão de um morteiro de 60 mm. A força policial sublinhou que a presença do material explosivo de cariz militar representava um perigo de elevada gravidade para a segurança pública.
Investigação dos Hawks e confissão
Seguindo os trâmites legais, a Unidade de Investigação de Crimes Graves e Organizados (Hawks) em Nelspruit assumiu a responsabilidade pelo inquérito criminal. Durante as diligências investigativas, Antonio Mugabe acabou por confessar os factos de que era acusado.
De acordo com os esclarecimentos prestados pelo porta-voz dos Hawks em Mpumalanga, Tenente-Coronel Magonseni Nkosi, o arguido declarou ter agido de forma isolada. Mugabe admitiu ter introduzido o artefacto bélico na África do Sul com o único propósito de encontrar um comprador no país vizinho e comercializar o engenho explosivo.