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Sociedade

Incêndio no Hospital Central de Maputo: Avaliação aos equipamentos de Oncologia em curso após evacuação de emergência

Uma equipa multissectorial avalia a extensão dos danos provocados por um incêndio no Serviço de Oncologia do HCM. Os 22 pacientes internados foram evacuados em segurança e o risco de radiação foi totalmente descartado.
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O Ministro da Saúde, Ussene Isse, anunciou este domingo a mobilização de uma equipa multissectorial para determinar a extensão dos danos causados pelo incêndio que atingiu os equipamentos do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM). A prioridade das autoridades incide na avaliação técnica da infra-estrutura e na verificação dos aparelhos de alta precisão.

Embora as chamas não tenham alcançado o bunker — área central dos serviços de radioterapia onde se encontram os equipamentos especializados —, o governante explicou que a sensibilidade destes aparelhos a temperaturas elevadas exige um exame minucioso antes da retoma das operações, mesmo na ausência de estragos visíveis a olho nu.

Durante a ocorrência, 22 pacientes que se encontravam internados na enfermaria de Oncologia foram evacuados atempadamente, não se tendo registado qualquer vítima mortal ou ferido. O plano de emergência garantiu que 12 dos doentes recebessem alta hospitalar, enquanto os restantes 10 foram transferidos para o Serviço de Dermatologia, onde continuam sob assistência médica e acompanhamento psicológico.

Garantia de continuidade nos tratamentos

Para assegurar que os doentes com cancro não fiquem privados de cuidados, o Ministério da Saúde activou no HCM um protocolo de salvamento e continuidade de serviços. Foi estruturada uma unidade dedicada ao acolhimento e suporte dos pacientes, abrangendo tanto o regime de internamento como o atendimento ambulatório a partir desta segunda-feira.

O plano de contingência contou com a resposta imediata de várias entidades públicas, destacando-se o Serviço Nacional de Salvação Pública, os bombeiros do Aeroporto Internacional de Maputo, a Agência Nacional de Energia Atómica e os profissionais de saúde locais, cuja intervenção conjunta impediu desdobramentos de maior gravidade.

Risco de contaminação radioactiva é nulo

No respeitante à segurança radiológica, Ussene Isse descansou a população ao confirmar que a cápsula de cobalto, utilizada nos procedimentos de radioterapia, foi removida em segurança e guardada sob coordenação técnica da Agência Nacional de Energia Atómica.

As medições de radiação efectuadas nas imediações da área de radioterapia registaram valores nulos, afastando perigos de contaminação ou exposição para os moradores e residentes nas proximidades da unidade hospitalar. O ministro sublinhou que a pronta intervenção evitou a evolução de um incidente que poderia ter tomado dimensões trágicas, dada a quantidade de vidas humanas presentes no local no momento em que deflagrou o fogo.

O titular da pasta da Saúde apelo ainda à serenidade da população, exortando a cidadania a evitar a divulgação de vídeos e conteúdos falsos nas redes sociais que possam gerar alarmismo desnecessário. O HCM deverá divulgar, esta segunda-feira, boletins clínicos actualizados sobre a situação dos pacientes, reforçando o compromisso com as directrizes do Presidente da República, Daniel Chapo, para a prestação de uma assistência sanitária próxima e eficiente.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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