O movimento “Moçambique Primeiro”, constituído por líderes religiosos de diversas confissões no país, manifestou uma profunda preocupação e solidariedade em virtude do sinistro que deflagrou na manhã do passado domingo, destruindo uma secção significativa do edifício do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM).
Impactos da Tragédia e Danos Registados
A organização destacou que o incêndio na unidade de referência provocou prejuízos expressivos de âmbito material e financeiro, além de graves repercussões morais e psicológicas. Estes impactos atingiram diretamente os profissionais de saúde da primeira linha, os utentes, os doentes internados e os respetivos familiares que acompanham o tratamento oncologicamente sensível.
Apelo à Coesão e Reconciliação
Perante a gravidade dos acontecimentos, o movimento inter-religioso exortou à união de todos os cidadãos moçambicanos. A agremiação recordou que o anseio coletivo por 50 anos de paz representa uma meta exigente, que requer um compromisso firme com a reconciliação e um sentimento de amor sacrificial, no qual todas as respostas a adversidades devem colocar o interesse da nação em primeiro lugar.
Mobilização e Apoio Multiforme
O “Moçambique Primeiro” direcionou igualmente palavras de encorajamento ao Ministério da Saúde, à direção geral do HCM e a todo o corpo técnico da instituição. Foi expressa a expetativa de que os pacientes internados e os seus familiares disponham de toda a assistência e carinho necessários para superar o trauma vivido, permitindo a continuidade dos esforços de preservação da vida humana.
A terminar, a entidade fez um chamado formal a todas as confissões religiosas estabelecidas no território nacional para intensificarem as jornadas de oração, promoverem assistência espiritual e prestarem apoios multiformes, assegurando que a prestação de cuidados de saúde aos cidadãos mais vulneráveis não seja interrompida.