O Exército iraniano anunciou que não irá permitir a reconstrução de instalações militares dos Estados Unidos da América (EUA) no Médio Oriente, afirmando que mais de 228 posições e bases norte-americanas foram destruídas ou sofreram danos graves ao longo do recente conflito na região.
Segundo o porta-voz do Exército do Irão, o brigadeiro-general Mohamad Akraminia, a capacidade operacional das forças norte-americanas no território ficou seriamente comprometida, impedindo a execução de operações militares a partir de bases locais.
Impacto Logístico e Escalada Militar
De acordo com o alto oficial iraniano, a destruição das infraestruturas militares obriga Washington a reabastecer os seus navios com combustível e a suprir as tropas com mantimentos a partir de bases localizadas fora do Médio Oriente.
Por outro lado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou, na noite de sexta-feira (6), a realização de novos ataques de alcance limitado direcionados a sistemas de defesa antiaérea iranianos, descrevendo as ações como operações de menor dimensão.
Na sequência destas declarações, foram registadas duas explosões na zona de Suza, localizada na ilha de Qeshm — ponto estratégico no Estreito de Ormuz. Testemunhas locais relataram que dois projéteis atingiram a ilha logo após a passagem de uma aeronave pelo espaço aéreo da região.
Negociações e Condições de Teerão
A nova vaga de tensão ocorre numa altura em que Teerão e Washington mantêm negociações indiretas com a mediação do Qatar, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo. Contudo, o impasse permanece concentrado no controlo do Estreito de Ormuz.
O Governo iraniano assegura manter o controlo absoluto sobre esta via marítima fulcral para o comércio mundial de petróleo e reitera que a passagem continuará bloqueada até que os EUA aceitem um pacote de sete condições prévias.
Entre as exigências apresentadas por Teerão para o fim definitivo da guerra encontram-se o encerramento do conflito em todas as frentes — incluindo no Líbano —, o desbloqueio imediato dos ativos iranianos retidos em países terceiros, assim como a suspensão total do cerco naval norte-americano e o levantamento das sanções económicas impostas às exportações de petróleo iraniano.