Um incêndio de grandes proporções deflagrou, no domingo, 1 de Novembro, nas instalações do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), a principal unidade hospitalar do país responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doentes com cancro. O incidente gerou forte apreensão devido ao risco iminente de interrupção na prestação de cuidados especializados, com destaque para a realização dos tratamentos de quimioterapia.
Após a eclosão das chamas, equipas do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) foram mobilizadas de emergência para o local, onde iniciaram trabalhos intensivos para conter o fogo e prestar a assistência necessária. Até ao momento, as causas que deram origem ao sinistro permanecem por determinar.
Impacto nos Cuidados Médicos e Mobilização Autárquica
A extensão total dos danos materiais causados pelo fogo ainda não foi oficialmente quantificada, não havendo detalhes definitivos sobre o grau de afetação do funcionamento operacional do sector oncológico. No entanto, o sucedido levou à rápida mobilização das autoridades municipais.
Na manhã de domingo, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Rasaque Manhique, deslocou-se ao Hospital Central de Maputo para acompanhar a evolução da situação e inteirar-se das circunstâncias em que o fogo deflagrou. A visita serviu igualmente para transmitir a solidariedade da edilidade aos pacientes, aos profissionais de saúde e a todos os afetados pelo incidente.
Durante a sua permanência no local, Rasaque Manhique avaliou a extensão dos estragos e buscou identificar as necessidades prioritárias de apoio que possam surgir no pós-incêndio, reafirmando a disponibilidade do município em colaborar ativamente com as autoridades competentes no âmbito das suas atribuições.
Preocupação com a Continuidade dos Tratamentos
Enquanto prosseguem as operações e avaliações por parte dos serviços de emergência, o Conselho Municipal declarou acompanhar o caso com elevada preocupação. A incerteza quanto à dimensão real das perdas mantém o alerta sobre a possível degradação ou suspensão temporária dos esquemas terapêuticos vitais para os doentes oncológicos na capital.