Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Governo investiga origens de nova escassez de combustíveis em Moçambique

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Economia
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O Executivo moçambicano está a averiguar as origens de um novo surto de escassez de combustíveis em várias regiões do país. A situação surge após semanas de relativa estabilização na distribuição de derivados de petróleo.

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Avaliação governamental em curso

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, prestou informações detalhadas sobre a intervenção estatal. O responsável explicou que as autoridades recolhem dados sobre a falta de produtos petrolíferos. Consequentemente, a equipa analisa se o país enfrenta o início de um segundo ciclo de escassez.

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A monitoria do Governo intensificou-se devido ao agravamento do cenário no último fim de semana. Vários postos de venda encerraram as portas de forma repentina. Paralelamente, os estabelecimentos operacionais registaram filas extensas de viaturas.

Impacto nas zonas urbanas e histórico recente

As filas prolongadas tornaram-se visíveis na cidade da Matola, na província de Maputo. A instabilidade reapareceu após a superação dos desafios logísticos motivados pelo conflito no Médio Oriente.

Anteriormente, entre Abril e Maio, a crise provocou fortes perturbações no abastecimento nacional. Naquela altura, as autoridades mobilizaram a Unidade de Intervenção Rápida para organizar o tráfego e assegurar a ordem pública nos postos. A falta de gasolina e gasóleo afetou gravemente a mobilidade urbana, o comércio e o setor dos transportes públicos.

Ajuste de preços e opções energéticas

Em resultado das pressões internacionais, os preços sofreram alterações significativas no dia 7 de Maio. O preço do gasóleo subiu 45,5%, enquanto a gasolina registou um encarecimento de 12,1%. O Executivo fundamentou este reajuste com base nas flutuações do mercado global.

Além disso, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, defendeu a adopção de biocombustíveis para mitigar a volatilidade internacional. O governante destacou que Moçambique possui recursos naturais e agrícolas favoráveis para desenvolver esta alternativa energética. Contudo, admitiu que estes produtos não substituirão os combustíveis fósseis a curto prazo.

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