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Sociedade

Moradores de Namiepe Cobram Cumprimento de Promessas ao Município de Nampula

Habitantes do bairro de Namiepe, no posto administrativo de Namicopo, exigem a reabilitação de estradas, pontes e da 5.ª Esquadra da Polícia perante o avanço da época chuvosa.
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A população do bairro de Namiepe, situado no posto administrativo de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, manifesta forte agastamento perante a degradação progressiva das vias de acesso provocada pela erosão. A situação tem condicionado gravemente a circulação de pessoas e bens naquela parcela do município.

Além da crise nas infraestruturas viárias, os residentes exigem a urgente reabilitação da 5.ª Esquadra da Polícia, estrutura vandalizada durante as manifestações pós-eleitorais registadas entre Outubro de 2024 e Janeiro de 2025. A comunidade local defende que a operacionalização da unidade policial é fundamental para travar a escalada da criminalidade e reforçar a segurança comunitária.

Promessas Não Cumpridas Geram Indignação

As preocupações foram apresentadas na última quarta-feira (4), durante um comício popular liderado pelo presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN), Luís Giquira, no âmbito de uma visita de trabalho realizada ao posto administrativo de Namicopo.

Durante a reunião, a população recordou que, em Abril do corrente ano, a equipa municipal esteve no local e garantiu que iniciaria intervenções estruturais antes do arranque da época chuvosa. A falta de manutenção tem resultado no aumento de acidentes de viação — alguns dos quais provocaram ferimentos graves e vítimas mortais —, além de favorecer o surgimento de focos de assaltos, roubos e agressões físicas.

Sérgio Mussa, um dos moradores que interveio no encontro, criticou o atraso no cumprimento das garantias dadas pela autarquia. “O presidente do Município teria dito que iria lançar a primeira pedra para o início das obras de construção no mês de Abril, mas, até agora, nenhuma das questões que apresentámos foi resolvida. Essa é a sua responsabilidade. Por isso, voltamos a pedir que venha cumprir as suas promessas, porque todas estas instituições precisam do povo, que hoje está a ser enganado e esquecido”, sustentou.

O residente apontou ainda a falta de oportunidades de emprego para a juventude, as dificuldades no acesso à água potável e a deterioração dos serviços básicos como problemas recorrentes que acabam por empurrar jovens para a marginalidade.

Riscos no Período Chuvoso e Isolamento de Comunidades

A escassez de infraestruturas de travessia segura é outro ponto crítico debatido. A moradora Palmira Sualehe lembrou que, no mês de Agosto, o presidente autárquico prometeu a construção de uma ponte sobre o rio Namialo para salvaguardar a integridade física das crianças durante a época chuvosa, compromisso que continua por concretizar.

A cidadã assinalou também discrepâncias na actuação municipal, referindo que a estrada de ligação entre Namicopo e o Pinto foi intervencionada, enquanto outras zonas continuam esquecidas. Paralelamente, criticou o facto de a abertura de furos de água ter beneficiado maioritariamente a área que vai do Bispo ao Pinto, forçando residentes de outros troços a pagar pelo consumo de água imprópria. Registou ainda que as famílias com casas destruídas pelas intempéries do ano passado continuam sem receber a assistência humanitária prometida.

Por seu turno, Eugénio Cabril, morador no quarteirão 6 da unidade comunal de Saua-Saua, relatou os obstáculos causados pelo aumento do caudal do rio Monapo. “Estamos a enfrentar muitas dificuldades por causa do rio Monapo. Quando chove, as nossas crianças não têm como ir à escola, porque o caudal do rio sobe. Com a falta de construção de uma ponte, passamos por muitas dificuldades. Por isso, pedimos que façam uma intervenção para salvar a vida dos nossos filhos”, apelou, solicitando igualmente a reabilitação da via local.

Posição do Conselho Municipal

Em resposta às exigências da comunidade, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira, assegurou que o executivo autárquico tem acções em curso na região. Entre as intervenções apontadas, destacou o arranque da construção de uma ponte a ligar a zona de Nasser à unidade comunal de Saua-Saua, facilitando o acesso à Escola Primária Completa (EPC) de Saua-Saua, além do plano de instalação do posto administrativo no bairro de Namicopo.

O edil mencionou igualmente a abertura de cinco novos furos de água potável e reconheceu a necessidade de responder às demais solicitações. “Sabemos que ainda existem obras por concluir, promessas por cumprir e trabalhos por realizar. Foi por isso que viemos aqui, para perceber o que ainda precisamos de fazer para melhorar aquilo que prometemos em 2023”, concluiu.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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