Moçambique encontra-se na fase final dos preparativos para viabilizar a deslocação e integração de trabalhadores nacionais no Qatar. A iniciativa resulta do acordo de mobilidade laboral assinado entre os dois países em Outubro deste ano, abrindo novas perspetivas para o mercado de trabalho e para o fortalecimento das relações bilaterais.
Avanços na mobilidade laboral e diplomática
A confirmação do processo foi avançada pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso. A declaração foi feita esta terça-feira (03), em Maputo, no encerramento das segundas Consultas Políticas bilaterais entre ambas as nações.
Segundo a responsável, a prioridade inicial do Governo moçambicano incide na execução do protocolo laboral firmado em Outubro. “Queremos enviar trabalhadores para o Qatar e já estamos numa fase de preparação para esta componente”, garantiu.
Reforço do ecossistema económico e comercial
Paralelamente à vertente laboral, Moçambique e o Qatar estabeleceram o compromisso de aprofundar a cooperação económica e comercial. As atenções estratégicas estão voltadas para áreas cruciais como a agricultura, indústria, turismo e tecnologias digitais. Os pontos de convergência foram consolidados durante um encontro de trabalho entre Maria de Fátima Manso e o secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Ahmad Hassen Al Hammad.
A secretária de Estado sublinhou que a consolidação dos laços económicos figura entre as maiores prioridades diplomáticas conjuntas, defendendo uma maior dinamização nas trocas comerciais e a identificação contínua de oportunidades de investimento mútuo.
Próximos passos e conferência empresarial
Com o intuito de materializar estas metas, as autoridades governamentais de ambos os países pretendem coordenar ações com o Ministério da Economia e outras instituições relevantes. No horizonte está a organização de uma conferência de negócios, a realizar-se em Moçambique ou no Qatar, projetada para aproximar diretamente os setores empresariais dos dois mercados.
Adicionalmente, está prevista a formalização de um Acordo Geral de Cooperação. Este instrumento jurídico servirá de base estruturante para orientar e alavancar as parcerias operacionais nos setores agrícola, industrial, tecnológico e turístico.