Mais de 2 milhões de moçambicanos, valor equivalente a 66,3% da população afetada pela crise humanitária, continuam a enfrentar severos riscos de proteção no norte do país. O cenário mais crítico concentra-se na província de Cabo Delgado e em diversas áreas de Nampula, onde a vulnerabilidade das comunidades atingiu níveis alarmantes.
Principais Ameaças à População Criada pela Crise
As populações residentes e deslocadas nestas regiões estão expostas a múltiplos fatores de risco direto. Entre as principais ameaças identificadas figuram os raptos, os ataques constantes contra civis e as deslocações forçadas. Adicionalmente, registam-se altos índices de violência baseada no género e a proliferação de casamentos prematuros, afetando desproporcionalmente mulheres e crianças.
Redução da Assistência Agrava Cenário Humanitário
A deterioração das condições de segurança surge acompanhada por uma acentuada redução da ajuda humanitária destinada a estas províncias. A diminuição dos recursos disponíveis dificulta significativamente a prestação de assistência básica e de serviços de proteção urgentes às populações mais vulneráveis, expondo milhões de cidadãos a uma maior desproteção social e física.