O Governo agendou para Março de 2027 o início das obras de asfaltagem de cerca de 150 quilómetros de estradas em três distritos da província de Manica, no centro do País. A intervenção insere-se no programa governamental “Mais Estradas – 2031” e visa otimizar a circulação de pessoas e bens, além de reforçar a conectividade rodoviária em zonas que enfrentam graves problemas de acessibilidade.
Troços Abrangidos na Primeira Fase
A fase inicial da empreitada contempla três troços rodoviários vitais: a Estrada Regional Número 441 (ER-441), no troço Espungabera-Chiurairwe, com 36 quilómetros; a ER-523, entre Chimoio e Macate, com 42 quilómetros; e a Estrada Nacional Número 1 (EN1), na ligação Dombe-Chitausse, numa extensão de 52 quilómetros. O conjunto destas intervenções integra a estratégia nacional para alargar a cobertura de vias pavimentadas no território moçambicano.
Actualmente, Moçambique conta com uma rede rodoviária de aproximadamente 30 mil quilómetros, dos quais apenas 8400 quilómetros estão asfaltados — o que corresponde a 28% do total nacional. Na província de Manica, a extensão total das estradas situa-se nos 3000 quilómetros, estando apenas 900 pavimentados. Com a implementação do programa “Mais Estradas – 2031”, o Executivo pretende aumentar a proporção de vias asfaltadas no país de 28% para 38%.
Impacto Socioeconómico e Integração Regional
Os detalhes do projecto foram apresentados no distrito de Mossurize pelo delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Dzimba, perante autoridades locais, líderes comunitários e populações beneficiárias. Na ocasião, Dzimba destacou os múltiplos benefícios que a infra-estrutura trará para o desenvolvimento local.
Além de reduzir o isolamento de comunidades em Mossurize e regiões circundantes, a conclusão das obras deverá potenciar a ligação rodoviária com países vizinhos, como o Zimbabué e a África do Sul, através do estabelecimento de um corredor regional de transporte. A nova infra-estrutura será também concebida com maior resiliência aos impactos das alterações climáticas.
Oportunidades de Emprego e Preservação de Reservas
Durante os encontros comunitários, a ANE apelou à população para que evite erguer habitações, bancadas de comércio ou outras estruturas nas zonas de reserva das estradas, prevenindo constrangimentos técnicos durante a execução dos trabalhos.
Relativamente ao mercado de trabalho, a ANE garantiu que a contratação de mão-de-obra local será prioritária. Em coordenação com as lideranças comunitárias, o projecto vai selecionar jovens locais de ambos os sexos, com preferência para os residentes nas proximidades dos traçados rodoviários a asfaltar.
Apesar do avanço nos preparativos, a ANE esclareceu que o plano inicial previa a intervenção em cinco troços na província de Manica, mas apenas três avançam nesta fase. Os troços Chiurairwe-Chitobe e Chitobe-Muxungwe registam atrasos devido à ausência de empreiteiros interessados no concurso para a sua execução.