Maputo, Moçambique • sexta-feira, 6 de novembro de 2026
RADARNACIONAL
O Seu Portal de Notícias de Confiança • rn.co.mz
ESPAÇO PUBLICITÁRIO (728x90) Banner de Cabeçalho / AdSense / MGID / Publicidade Institucional
Economia

Namíbia Defende Postos Fronteiriços de Paragem Única para Acelerar Comércio na África Austral

A Namíbia defendeu em Maputo a criação de postos fronteiriços de paragem única e a harmonização burocrática para dinamizar o trânsito de mercadorias na África Austral.
BANNER DE PUBLICIDADE (TOPO DO ARTIGO)
AdSense / MGID / Anúncio Institucional

A Namíbia defendeu, no dia 4 de Novembro, em Maputo, a expansão dos postos fronteiriços de paragem única e a uniformização das exigências administrativas como medidas vitais para destravar a circulação de mercadorias na África Austral. Durante a sua intervenção, o vice-ministro das Obras e Transportes da Namíbia, Hans Haikali, enfatizou que os investimentos em infra-estruturas físicas devem andar de mãos dadas com a modernização operacional dos corredores comerciais.

As declarações foram proferidas no decorrer da primeira edição do Fórum e Exposição de Investimento em Transportes e Logística de Moçambique (TRANS-LOG MOZ 2026), evento realizado nos dias 4 e 5 de Novembro na capital moçambicana.

Modelo Operacional de 24 Horas

Ao abordar a experiência do seu país na facilitação do transporte transfronteiriço, Hans Haikali exemplificou a eficiência da ligação entre Mamuno, no Botsuana, e Buitepos, na Namíbia. Nesse ponto estratégico, os serviços operam de forma ininterrupta ao longo de 24 horas por dia. O governante indicou ainda que decorrem entendimentos com a Zâmbia para instituir um posto idêntico na fronteira comum, embora o processo ainda aguarde conclusão.

Este sistema unificado permite agilizar a fiscalização conjunta de entrada e saída, erradicando a duplicidade de trâmites burocráticos e encurtando significativamente a permanência das mercadorias nos pontos de travessia.

Eficiência Além das Infra-estruturas Físicas

Para o governante namibiano, a mera edificação de estradas ou linhas férreas é insuficiente se não for acompanhada pelo reforço da segurança, simplificação de processos e otimização da gestão dos corredores. “Nós não devemos apenas olhar para projectos de infra-estrutura”, frisou.

Como caso de sucesso, citou o Walvis Bay Corridor Group, uma plataforma de coordenação que acumula mais de duas décadas de actuação na dinamização dos corredores logísticos namibianos. Haikali ressaltou igualmente que os países africanos devem evitar rivalidades e apostar na cooperação mútua. “Como países africanos, não devemos competir, mas devemos complementar um com o outro”, sustentou.

Debate de Alto Nível sobre o Futuro da África Austral

As reflexões tiveram lugar no painel ministerial “Corredores das Regiões Sul e Centro: Limpopo e Beira”, com moderação de Ambrósio Adolfo Sitoe, representante do Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique.

O debate contou com a presença de dirigentes do sector de transportes da região: o ministro de Moçambique, João Jorge Matlombe; do Zimbabué, Felix Mhona; de Essuatíni, Ndlaluhlaza Ndwandwe; e do Botsuana, Keagile Atamelang. A agenda dos governantes centrou-se em soluções para reduzir os prazos de trânsito fronteiriço e na elaboração de projectos conjuntos de infra-estruturas a serem apresentados a financiadores até 2027.

O fórum TRANS-LOG MOZ reuniu representantes governamentais, investidores, entidades financeiras e operadores comerciais para debater estratégias de financiamento, redução de custos operacionais e integração económica regional na África Austral.

BANNER DE PUBLICIDADE (FIM DO ARTIGO)
Radar Nacional - rn.co.mz
Gostou da notícia? Partilhe com os seus amigos: WhatsApp Facebook
Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *