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Economia

Terminal de GNL da Matola Atinge Marco Crucial Rumo ao Fecho Financeiro em 2027

A Beluluane Gas Company nomeou o consórcio VGI/PRDW para liderar a engenharia do futuro terminal de GNL na Matola, infra-estrutura vital para garantir a estabilidade energética nacional antes do declínio das reservas de Pande e Temane.
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O projecto para a implementação do futuro terminal de gás natural liquefeito (GNL) na Matola alcançou um avanço decisivo no seu cronograma com a contratação formal do consórcio VGI/PRDW para assumir o papel de Engenheiro do Proprietário. Esta nomeação representa um passo estratégico fundamental para viabilizar o fecho financeiro da Beluluane Gas Company S.A. (BGC) antes do final de 2027.

Estruturação Técnica e Apoio Financeiro

Na sua nova função, a equipa do consórcio VGI/PRDW terá a responsabilidade de consolidar a totalidade dos projectos de engenharia e prestar o suporte técnico necessário na fase de selecção e contratação do empreiteiro no modelo EPC (Engenharia, Aquisição e Construção). O financiamento necessário para assegurar esta etapa crucial de desenvolvimento é garantido em conjunto pela Matola Gas Company (MGC) e pela Gigajoule International (GI).

A MGC actua no fornecimento de gás à região da Matola desde 2005, sendo responsável pelo abastecimento contínuo de duas centrais eléctricas e de mais de 35 unidades industriais com recursos nacionais. Por seu turno, a Gigajoule International destaca-se como accionista fundadora da MGC e mantém, desde 2015, uma posição accionista na Gigawatt Moçambique, infra-estrutura que opera uma central eléctrica combinada a gás e energia solar de 140 MW localizada em Ressano Garcia.

Segurança Energética e Impacto Industrial

A entrada em funcionamento do terminal de GNL reveste-se de carácter de urgência antes do esgotamento previsto dos recursos dos campos de Pande e Temane. A infra-estrutura é apontada como pilar indispensável para assegurar a operação contínua das centrais eléctricas a gás situadas em Chókwè, Ressano Garcia e Maputo, responsáveis por injectar cerca de 450 MW na rede gerida pela Electricidade de Moçambique (EDM).

Adicionalmente, o projecto garante a sustentabilidade do parque industrial transformador em rápida expansão na faixa geográfica entre a Matola e Maputo, prevenindo eventuais défices no abastecimento de energia.

Fase Conclusiva das Negociações Comerciais

Paralelamente aos avanços na componente de engenharia, as negociações comerciais atinentes ao fornecimento de GNL, à estrutura financeira para a fase de construção e aos acordos de venda de gás para a África do Sul encontram-se na fase final de harmonização, estando a publicação dos desenvolvimentos decisivos prevista para breve.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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