A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) propôs o estabelecimento de uma ligação direta entre o setor privado de Moçambique e o da Namíbia, com o objetivo de identificar novas oportunidades de comércio, investimento e parcerias empresariais em ambos os mercados.
A proposta foi apresentada na terça-feira, 3 de Novembro, em Maputo, durante um encontro de cortesia com o Alto Comissário da Namíbia em Moçambique, David Thomas. A reunião foi liderada pela Diretora Executiva da CTA, Teresa Muenda, em representação da presidência da agremiação empresarial.
Integração institucional e eixos de ação
Durante as discussões, Teresa Muenda defendeu que as históricas relações de amizade entre os dois países devem ser convertidas em oportunidades económicas tangíveis, propondo um engajamento institucional formal com a Câmara de Comércio da Namíbia.
Para fortalecer a cooperação bilateral, a CTA estruturou três eixos prioritários de atuação: a identificação de setores e projetos estratégicos para investimento; a realização de fóruns de negócios, missões comerciais recíprocas e encontros entre empresas e entidades públicas; e o fomento de parcerias entre pequenas e médias empresas para a sua integração nas cadeias globais de valor.
Sectores de cooperação e ambiente de negócios
Energia, turismo, agroindústria, logística e infraestruturas foram apontados como os pilares de maior potencial para a parceria empresarial. No âmbito agroindustrial, destacam-se oportunidades na pecuária e no cultivo agrícola, incluindo a produção de cana-de-açúcar para o abastecimento da indústria açucareira namibiana.
A liderança da CTA enfatizou igualmente a necessidade imperiosa de identificar e eliminar barreiras ao comércio e investimento, visando a construção de um ambiente de negócios mais estável, previsível e propício ao crescimento mútuo.
Namíbia disponível para reforçar coordenação
O Alto Comissário David Thomas manifestou total recetividade para reforçar a articulação entre a CTA, a Câmara de Comércio da Namíbia e as representações diplomáticas — incluindo o Consulado Honorário —, de modo a ampliar o envolvimento do setor privado e apoiar a concretização de missões empresariais de grande impacto.
A CTA reiterou o seu compromisso em mobilizar federações, câmaras de comércio e empresas associadas para consolidar uma agenda de cooperação pragmática e focada na geração de resultados comerciais bilaterais.