A Agility Logistics Parks Africa planeia expandir gradualmente o seu parque logístico em Maputo ao longo dos próximos dez anos, acompanhando a evolução da procura por infra-estruturas modernas de armazenagem e de suporte às operações empresariais. A primeira fase do projecto já está totalmente concluída e conta com 32 mil metros quadrados construídos e com ocupação plena, inseridos numa área total de terreno avaliada em 360 mil metros quadrados.
Os dados foram revelados nesta quinta-feira (5) pelo director executivo da Agility Logistics Parks Africa, Geoffrey White, durante a sessão de encerramento da conferência e exposição de investimentos no sector de transportes e logística, o fórum TRANS-LOG MOZ 2026, realizado na cidade de Maputo.
Modelo de desenvolvimento e expansão modular
Integrada no grupo Agility Global, a entidade dedica-se à concepção, ao financiamento e à gestão de plataformas industriais e logísticas destinadas a armazenagem, distribuição, processamento de mercadorias, comércio electrónico e indústria transformadora ligeira. De acordo com o seu relatório anual relativo a 2025, a empresa gere aproximadamente 877 mil metros quadrados de entrepostos distribuídos por sete países em África, no Médio Oriente e no Sul da Ásia.
No espaço continental africano, a organização mantém operações activas no Egipto, na Costa do Marfim, no Gana e em Moçambique, detendo ainda um empreendimento em curso na Nigéria. O responsável sublinhou que cerca de 65% da carteira de inquilinos é composta por empresas multinacionais, sendo a restante percentagem ocupada por operadores económicos locais.
Ao abordar as instalações da capital moçambicana, Geoffrey White explicou que a reserva territorial disponível assegura o crescimento progressivo da infra-estrutura: “A primeira fase está completa, com 32 mil metros quadrados construídos e ocupados, e dispomos de 360 mil metros quadrados aqui em Maputo. É um espaço amplo que nos vai servir ao longo dos próximos dez anos à medida que formos acrescentando novas fases para responder à procura”, destacou.
Facilitação de negócios e integração regional
A abordagem da companhia assenta na pré-construção de naves logísticas e industriais prontas a operar, eliminando a necessidade de os investidores adquirirem terrenos ou assumirem obras de raiz. “Construímos e financiamos os nossos projectos através de meios próprios”, pontuou o dirigente, frisando que este modelo reduz custos iniciais, acelera a entrada em operação dos operadores e possibilita a ampliação das áreas arrendadas sem que as entidades tenham de mudar de localização física.
A apresentação decorreu no painel subordinado ao tema “Plataformas Logísticas e Portos Secos: Transformando Corredores em Comércio”, sob moderação de Yara Mutola, Directora Executiva da Câmara de Comércio Moçambique-Países Baixos. O debate contou igualmente com a participação de Luís Manuel da Fonseca Nunes, Governador da Província de Luanda; Sandra Roque, representante da ONU-Habitat; Jaime Comiche, da ONUDI; Ozi Honwana, da Grindrod; e Júlio Maineque, da Orey Africa, centrando-se na criação de valor e modernização ao longo dos corredores de transporte de Moçambique.
O fórum TRANS-LOG MOZ 2026 encerrou na quinta-feira (5), após dois dias de trabalho dedicados ao financiamento de infra-estruturas, redução de custos operacionais de transporte e fortalecimento da integração comercial na África Austral.