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Sociedade

Instalação de Chips no Transporte Semicolectivo de Nampula Parada por Falta de Verbas

Passado um ano e meio após o anúncio da iniciativa municipal, a instalação de chips de rastreio nos 'Chapa-100' em Nampula continua sem execução devido a limitações orçamentais da autarquia.
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Um ano e meio após o anúncio da instalação de chips de monitoramento nos transportes públicos de passageiros, como solução para travar o constante encurtamento de rotas na cidade de Nampula, a medida continua sem execução. O presidente do Conselho Municipal, Luís Giquira, revelou que a autarquia enfrenta sérias restrições financeiras e procura parceiros privados para viabilizar o projecto.

Um compromisso adiado

A iniciativa visava responder às constantes queixas dos munícipes, particularmente os passageiros de baixa renda, fortemente afectados pelas interrupções arbitrárias de trajecto cometidas pelos operadores dos veículos semicolectivos, vulgarmente conhecidos por “Chapa-100”.

A promessa inicial foi apresentada durante a II Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Nampula, realizada em Julho de 2025, sendo posteriormente reafirmada em diversos encontros comunitários. Na altura, o vereador do Pelouro de Transportes e Comunicação, Carlos Nelson Furumula, chegou a avançar que a implementação arrancaria em Janeiro de 2026, no seguimento de uma viagem à China para examinar tecnologias de controlo veicular.

“Estivemos há pouco tempo na China para vermos se conseguimos implementar aquilo que são os sistemas de controlo das viaturas, chips que iremos implementar na cidade de Nampula a partir de Janeiro do próximo ano (2026). Iremos implementar estes chips em todos os chapas que fazem actividades na cidade de Nampula”, declarou Carlos Nelson Furumula na ocasião.

Busca por parceiros e sustentabilidade financeira

A solução tecnológica desenhada permitiria rastrear em tempo real os percursos dos transportes semicolectivos, eliminando a dependência da fiscalização presencial contínua dos agentes municipais. Contudo, ao ser questionado no mais recente balanço de terça-feira (3), Luís Giquira admitiu a paralisação temporária e explicou a estratégia actual do município.

“Não está a falhar, são processos administrativos que levam o seu tempo, mas estamos preocupados com o encurtamento de rota e à procura de soluções para ver como é que podemos combater. Também temos esperança de que esses nossos parceiros nos possam ajudar a combater o encurtamento de rotas. Este projecto não morreu, saiu fora dos nossos orçamentos”, esclareceu Luís Giquira.

O edil explicou ainda que a intenção é estabelecer um modelo de cooperação em que os fornecedores assumam o investimento inicial, sendo remunerados progressivamente através da receita obtida com a aplicação de multas aos infractores.

“Continuamos na perspectiva de procurar parceiros que possam trazer essa tecnologia para Nampula, sem que o município tenha qualquer custo adicional logo à partida. Pretendemos que esse parceiro possa ganhar através das cobranças das multas. Continuamos com dificuldades financeiras e há coisas nas quais não podemos fazer milagres. Apesar de termos vontade, não conseguimos fazer tudo”, salientou o presidente da autarquia.

Vandalismo e acidentes afectam semáforos da cidade

Além das dificuldades no sector dos transportes, o líder autárquico manifestou apreensão relativamente ao aumento de actos de vandalização da rede de semáforos em Nampula. O roubo de cabos eléctricos e colisões nocturnas têm fragilizado a sinalização rodoviária local.

“Muitas vezes temos tido vandalização de cabos dos nossos semáforos, por parte de alguns munícipes que tentam sabotar o nosso trabalho e acabam criando problemas à população. Já recebemos várias queixas e também temos tido acidentes de viação durante a noite, em que os automobilistas acabam batendo nos nossos postos, criando curto-circuitos”, concluiu Luís Giquira.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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