Economia

Instabilidade em Ormuz reforça papel do gás moçambicano e pressiona Governo sobre segurança

PUBLICADO A 28 DE AGO, 2026 | POR CHIPINDO
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A crescente vulnerabilidade do Estreito de Ormuz está a devolver protagonismo ao gás natural de Moçambique no mercado internacional, ao mesmo tempo que aumenta a pressão sobre o Governo para garantir condições de estabilidade na província de Cabo Delgado, onde está projectado um dos maiores empreendimentos do sector.

O novo cenário internacional poderá favorecer o avanço do projecto Rovuma LNG, liderado pela norte-americana ExxonMobil e avaliado em cerca de 30 mil milhões de dólares norte-americanos. A tensão numa das principais rotas globais de transporte de combustíveis reforça a necessidade de diversificação das fontes de abastecimento energético, posicionando a Bacia do Rovuma como uma alternativa estratégica perante a volatilidade no Médio Oriente.

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A multinacional ExxonMobil já terá adjudicado cerca de 1,1 mil milhões de dólares em contratos de pré-investimento para a aquisição de equipamentos, incluindo um contrato de 250 milhões de dólares para o fornecimento de tubagem e um acordo não vinculativo assinado com um consórcio liderado pela italiana Saipem. A Decisão Final de Investimento, inicialmente prevista para o final de 2025, pode ser anunciada ainda no decorrer deste ano ou em 2026.

Apesar dos avanços operacionais, a questão de segurança no norte do país continua a ser o grande desafio. Em declarações à imprensa local sobre os desenvolvimentos do projecto, o porta-voz do Governo, Salim Valá, afirmou existirem fortes indícios de que a empresa poderá anunciar a sua decisão brevemente. O executivo sublinhou que, embora a situação em Cabo Delgado esteja sob controlo, o combate ao terrorismo exige acções contínuas.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou igualmente o compromisso das autoridades com a estabilização da região, classificando a segurança como prioridade nacional para alavancar o desenvolvimento económico do país.

Por sua vez, o sector privado moçambicano já se prepara para integrar as cadeias de valor associadas ao megaprojecto. O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, revelou à imprensa local que estão reservados cerca de 4 mil milhões de dólares para o conteúdo local, exortando as empresas nacionais a cumprirem os requisitos técnicos e financeiros exigidos para aproveitarem esta oportunidade histórica.

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