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Uganda defende reforço na cooperação transfronteiriça para conter o vírus Ébola

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Saúde
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O Ministro da Saúde do Uganda, Chris Baryomunsi, defendeu o fortalecimento da vigilância sanitária em conjunto com a República Democrática do Congo. O governante pretende travar a propagação transfronteiriça do vírus Ébola.

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Segundo a liderança do ministério, a deteção precoce e o diagnóstico rápido salvam vidas. Além disso, o envolvimento direto das comunidades torna-se crucial para conter emergências sanitárias.

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Críticas às restrições impostas pelos Estados Unidos

A posição foi apresentada durante uma conferência de imprensa em Kampala. O evento reuniu o executivo ugandês e o Director-Geral do África CDC, Jean Kaseya.

Na ocasião, Kaseya criticou duramente as medidas impostas pelo governo dos Estados Unidos. O responsável acusou as autoridades norte-americanas de aplicarem critérios desiguais ao manterem restrições de viagem a passageiros vindos do Uganda.

Por essa razão, o dirigente africano enviou uma missiva ao secretário de saúde norte-americano, Robert F. Kennedy Jr. O documento exige o levantamento imediato das proibições de entrada.

Histórico de infeções e resposta epidemiológica

Kaseya lembrou que a França registou um caso em junho e não sofreu bloqueios de viagens. Contudo, o Uganda viu a sua circulação limitada, mesmo após ser declarado livre do surto a 28 de julho.

O surto em solo ugandês começou em meados de maio, registando 15 infeções importadas da RDC. O país vizinho continua a ser o epicentro da crise, com mais de 3.000 casos confirmados no âmbito da vigilância epidemiológica regional.

Entretanto, as autoridades sanitárias sublinharam que a experiência adquirida em crises anteriores garantiu uma resposta rápida. Consequentemente, as equipas de saúde travaram a transmissão comunitária no país de forma eficaz.

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