Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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MISAU Exige Alinhamento de Parceiros Internacionais com Necessidades Básicas da Saúde

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Exigência de foco no atendimento hospitalar

O Ministério da Saúde apelou aos parceiros internacionais de cooperação para direcionarem os seus financiamentos às necessidades urgentes do sector. As autoridades moçambicanas alertaram para o uso inadequado de fundos em atividades secundárias. Enquanto isso, faltam insumos essenciais em diversas unidades sanitárias do país.

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O titular da pasta da Saúde, Ussene Isse, defendeu a centralização dos recursos no bem-estar dos pacientes. Ele destacou que a escassez de medicamentos, luvas e materiais de penso compromete gravemente o atendimento público. Portanto, o sector requer apoio imediato para suprir estas carências básicas.

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Segundo o governante, o país enfrenta sérias dificuldades financeiras. Consequentemente, a alocação de fundos para conferências ou viagens não gera impactos diretos na vida dos cidadãos. O ministro apresentou este posicionamento durante a abertura da Reunião Bianual do Sector da Saúde (RBSS) 2026.

Críticas a eventos e ausência de profissionais

O evento reuniu governantes e representantes da cooperação internacional para avaliar o progresso da assistência médica. Na ocasião, Isse reforçou que a população exige apenas postos de saúde funcionais e dignos. Contudo, o foco em treinamentos constantes acaba por prejudicar a prestação de cuidados.

Além disso, o governante condenou a realização constante de seminários em locais turísticos como Macaneta, Ponta do Ouro e Bilene. Ele revelou que estas atividades retiram médicos e enfermeiros dos distritos por longos períodos. Desta forma, as comunidades locais ficam desprovidas de assistência médica diária.

Apesar do tom crítico, a liderança do sector garantiu que não apoia a interrupção total das formações. Por outro lado, defende uma mudança urgente na definição das prioridades financeiras. O objetivo principal consiste em direcionar cada investimento para o salvamento de vidas.

Rejeição de propostas secundárias

O ministro revelou ter recusado propostas entre quatro e sete milhões de meticais destinadas a workshops no interior do país. Paralelamente, os pedidos de verbas para a compra de ligaduras e fármacos continuam sem resposta adequada. Por essa razão, a administração exige maior sensibilidade às urgências reais da população.

O encontro contou com a presença de diversos organismos internacionais de prestígio. Entre os participantes estavam a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF, o FNUAP e o Banco Mundial. Representantes do Governo dos Estados Unidos da América, do Fundo Global e diplomatas também acompanharam as discussões sobre o sistema de saúde.

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