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Cyril Ramaphosa apela à cooperação africana para gerir a migração no continente

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O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, apelou a uma maior cooperação entre as nações do continente. O estadista defende uma abordagem conjunta para resolver os desafios da migração em África.

A declaração ocorreu durante a sua intervenção no Parlamento Pan-Africano. Este órgão constitui o braço legislativo da União Africana. Na ocasião, Ramaphosa destacou a urgência de combater as causas profundas do fenómeno.

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Factores que impulsionam o exodo e tensões locais

Segundo o governante, o combate à pobreza e à instabilidade social exige um esforço coletivo. Além disso, os conflitos armados e a falta de oportunidades continuam a motivar a saída de cidadãos das suas terras natais.

No entanto, a África do Sul enfrenta atualmente fortes protestos populares contra a presença de estrangeiros. Diversos grupos acusam os imigrantes em situação irregular pelo aumento do desemprego e da criminalidade. Consequentemente, a pressão sobre os serviços públicos tem gerado celeuma entre as comunidades.

Violência xenófoba e reações diplomáticas

Ramaphosa alertou que a circulação transfronteiriça sem controlo prejudica a segurança nacional. Portanto, nenhum Estado conseguirá resolver o problema de forma isolada.

Por outro lado, episódios recentes de violência motivaram duras críticas diplomáticas contra as autoridades sul-africanas. Recentemente, a morte de um cidadão nigeriano sob custódia policial na Cidade do Cabo gerou tensão. O Governo da Nigéria condenou a atuação policial e denunciou abusos de poder.

Ademais, relatos indicam a morte de pelo menos quatro migrantes durante os conflitos. Contudo, relatórios de outros países africanos sugerem um número superior de vítimas mortais.

Posição oficial do governo e repatriação

O chefe de Estado sul-africano condenou categoricamente a violência registada no país. Ramaphosa classificou os ataques violentos como atos lamentáveis e repudiou qualquer manifestação de xenofobia.

Por fim, a crise provocou o regresso em massa de milhares de cidadãos aos seus países de origem. Governos do Gana, da Nigéria e do Malawi organizaram operações de repatriação para resgatar os seus nacionais nos últimos dois meses.

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