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Ramaphosa apela a acção africana conjunta para gerir migração

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O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendeu uma resposta conjunta dos países continentais para gerir a mobilidade populacional. O chefe de Estado discursou perante o Parlamento Pan-Africano, o órgão legislativo da União Africana.

A declaração surge na sequência de semanas de intensos protestos contra estrangeiros no país vizinho. Grupos radicais acusam migrantes em situação irregular de causarem o desemprego, o aumento da criminalidade e a pressão sobre os serviços públicos.

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Apelo à cooperação regional

Cyril Ramaphosa alertou que a movimentação transfronteiriça sem controlo compromete a segurança e a ordem social. O governante sublinhou que nenhuma nação consegue resolver este desafio de forma isolada.

Além disso, o Presidente exortou os líderes do continente a enfrentarem as causas profundas do fenómeno. Consequentemente, pediu esforços para mitigar conflitos armados, instabilidade política, falhas de governação e pobreza extrema.

Impacto dos confrontos e repatriamentos

As manifestações intensificaram-se substancialmente este ano, gerando grande pressão social. Como resultado, mais de 160 mil cidadãos estrangeiros abandonaram o território sul-africano nos últimos dois meses em processos organizados pelos respectivos governos.

Lamentavelmente, os recentes ataques xenófobos provocaram pelo menos quatro vítimas mortais confirmadas. Contudo, relatórios internacionais indicam que o número real de mortos pode ser significativamente superior.

Ramaphosa classificou os actos de violência como lamentáveis e abomináveis. O líder sul-africano reiterou o repúdio absoluto contra a discriminação e o ódio dirigido a cidadãos de outras nacionalidades.

Reacções diplomáticas e contexto histórico

Entretanto, o governo do Gana solicitou um debate de emergência na União Africana para discutir a crise. Adicionalmente, cidadãos ganenses submeteram uma petição ao Tribunal Penal Internacional, iniciativa desvalorizada pelas autoridades de Pretória.

A África do Sul continua a ser o principal destino económico para trabalhadores de vários países regionais. No entanto, o país regista episódios recorrentes de tensão social e violência violenta desde 2008.

Desta forma, vários governos africanos procuram agora articular estratégias permanentes para garantir a segurança dos seus nacionais e assegurar uma melhor gestão da migração no continente.

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