António Muchanga Exige Combate à Corrupção Sem Excepções em Moçambique
O político moçambicano António Muchanga teceu duras críticas à governação do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, durante uma intervenção num programa de uma emissora de televisão local. Muchanga sustentou que o combate à corrupção no país deve ter um carácter universal e imparcial, devendo responsabilizar todos os cidadãos suspeitos de enriquecimento ilícito, independentemente do período em que os actos ocorreram.
De acordo com o político, a percepção pública sobre o segundo mandato de Armando Guebuza seria significativamente distinta se não estivesse associada ao escândalo das dívidas ocultas. Muchanga frisou que, sem o referido escândalo financeiro, poderiam ser reconhecidas contribuições positivas na gestão governamental desse período.
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Durante a sua alocução, o político defendeu a urgência de uma actuação coordenada entre o Chefe de Estado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), de modo a garantir que todos os suspeitos sejam tratados de forma equitativa perante a lei. Argumentou ainda que os indivíduos sob suspeita de acumulação ilícita de património devem ser formalmente notificados a justificar a proveniência dos seus bens.
O político fez igualmente referência a diversos processos judiciais de repercussão nacional e a alegações de má gestão nos cofres públicos, citando casos que envolvem o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), bem como a problemática da existência de alegados funcionários fantasmas na administração pública, apelando ao apuramento de responsabilidades nas instituições do Tesouro e das Finanças.
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