Daniel Chapo recua na nomeação de Waldemar de Sousa para o Banco de Moçambique
O Presidente da República, Daniel Chapo, recuou na decisão de nomear Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique, pouco tempo após ter sido tornado público o anúncio da sua escolha para a chefia do regulador financeiro nacional.
A alteração no posicionamento presencial surge na sequência de contestação pública e questionamentos sobre a idoneidade da escolha, uma vez que Waldemar de Sousa é arguido num processo-crime autónomo relacionado com o caso das Dívidas Ocultas, elemento que levantou reservas relativamente à sua ascensão ao topo da instituição monetária.
Conteúdo Relacionado:
Segundo informações veiculadas pela imprensa local, a indicação inicial terá decorrido de falhas no processo de assessoria à Presidência da República, tendo sido citada a Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, no âmbito do enquadramento jurídico do processo de consulta.
A reversão do acto é interpretada como um esforço para salvaguardar os princípios de probidade e transparência na gestão pública defendidos pelo actual Governo, prevenindo constrangimentos institucionais na liderança do Banco Central.
Com este recuo, o Chefe de Estado deverá apresentar publicamente, em momento oportuno, uma nova proposta de nome para assumir a governação do Banco de Moçambique, aguardando-se neste momento uma nota oficial do Gabinete Presidencial sobre o assunto.
Deixe um comentário