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Relatos não comprovados sobre supostas missões secretas humanas em Marte geram controvérsia

Declarações não confirmadas de ex-colaboradores governamentais dos EUA sobre missões humanas a Marte e tecnologias ocultas continuam sem evidências científicas.
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Vários relatos não confirmados por provas científicas independentes alimentam teorias sobre programas de exploração espacial mantidos fora do domínio público. Entre os depoimentos mais destacados está o de John Lear, antigo piloto da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), que afirmou que a NASA teria enviado seres humanos ao planeta Marte no ano de 1966.

A este testemunho junta-se o de uma mulher identificada apenas como «Jackie», que alegou ter trabalhado para a agência espacial norte-americana no processamento de dados da missão Viking. Em entrevista a uma emissora de rádio norte-americana, a alegada ex-funcionária declarou ter observado, em 1979, duas figuras humanas vestidas com fatos de protecção a caminharem na superfície marciana em direcção ao módulo explorador. Jackie sustentou que outros seis funcionários presenciaram a cena e que o acesso à sala de transmissão foi posteriormente bloqueado pelas autoridades.

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As missões Viking 1 e Viking 2 foram lançadas em 1975 e aterraram em Marte em 1976. Embora tenham recolhido dados científicos relevantes e identificado elementos essenciais como carbono, nitrogénio, hidrogénio, oxigénio e fósforo, a agência espacial nunca confirmou a presença de seres humanos ou de organismos vivos no planeta vermelho durante essas missões.

Paralelamente, John Lear sustentou que os astronautas da alegada missão de 1966 teriam recebido substâncias médicas para adaptar o organismo à respiração na atmosfera de Marte. O piloto, filho do fundador da empresa aeronautica Lear Jet, apresentou ainda alegações sobre a alegada recuperação de tecnologia extraterrestre em 1953, a construção de naves com capacidade de viagem à Lua em 60 minutos em 1962 e a existência de uma população marciana similar à humana.

Outras narrativas semelhantes incluem os escritos do antigo oficial do Exército dos Estados Unidos, Philip J. Corso, que descreveu supostos seres extraterrestres como robôs humanoides biologicamente construídos, e o chamado Projecto SERPO. Este último, divulgado em 2005 por uma fonte anónima ligada à inteligência militar e posteriormente analisado pela imprensa internacional, descrevia um alegado programa de intercâmbio espacial entre 1965 e 1978 no sistema estelar Zeta Reticuli.

Apesar do impacto mediático das afirmações, investigadores e analistas que divulgaram alguns destes relatos reconhecem incoerências e falta de consistência nas histórias. Até à data, nenhuma das declarações sobre presença humana em Marte, bases na Lua ou acordos com entidades extraterrestres foi sustentada por evidências científicas ou documentais verificáveis.

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Redação:

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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