O Dia dos professores em Moçambique, assinalado a 12 de Outubro, foi marcado por cerimónias oficiais e discursos de reconhecimento à classe docente, num contexto caracterizado por severas limitações estruturais nas escolas do país.
Em mensagem alusiva à data, o Presidente da República, Daniel Chapo, enalteceu a dedicação da classe e reconheceu as dificuldades enfrentadas no sector, ressaltando a urgência de melhorar o ambiente escolar e as condições de trabalho dos educadores.
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Apesar das saudações oficiais, o sector do ensino enfrenta um cenário complexo. Dados oficiais indicam que o rácio nacional se fixa em 68,1 alunos por professor no ensino primário. O panorama é mais grave na província de Nampula, onde a média atinge 87 alunos por docente, seguida por Cabo Delgado com 85 e Zambézia com 78.
Adicionalmente, estudos recentes indicam fragilidades na aprendizagem na fase inicial da escolarização em Nampula, com menos de 2% dos alunos da segunda classe e menos de 6% da terceira classe a demonstrarem os níveis mínimos de proficiência em leitura.
Entre as principais inquietações apresentadas pelos profissionais de ensino figuram a escassez do livro escolar, dívidas referentes a horas extraordinárias, baixos salários e a sobrecarga de trabalho gerada pelas turmas superlotadas. Para mitigar o défice no sistema de educação, o Governo prevê a contratação de mais de 58 mil professores até ao ano de 2029, com o objectivo de reduzir a média para 55 alunos por docente.
