A polémica em torno da adjudicação de viaturas ao Conselho Constitucional (CC) de Moçambique está a gerar forte debate público, após a revelação de uma acentuada discrepância entre os valores anunciados no concurso público e os preços reais praticados no mercado nacional.
De acordo com informações veiculadas pela imprensa local, a empresa fornecedora, Ronil Auto, sediada na cidade de Maputo, esclareceu que o modelo de viatura da marca Hyundai associado ao processo custa, no máximo, 5,5 milhões de meticais. O valor contrasta drasticamente com os 18 milhões de meticais que constam do anúncio oficial de adjudicação publicado na imprensa escrita.
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Uma fonte interna da concessionária manifestou surpresa em relação ao montante divulgado publicamente, sublinhando que a empresa nunca comercializou qualquer viatura pelo valor de 18 milhões de meticais. A mesma fonte referiu que o modelo mais caro da marca, disponível apenas sob encomenda especial, ultrapassa ligeiramente os 6 milhões de meticais, sugerindo que cabe ao Conselho Constitucional esclarecer os contornos desta operação financeira.
Numa tentativa de obter esclarecimentos, profissionais de comunicação social deslocaram-se às instalações do Conselho Constitucional, onde constataram a presença de duas viaturas da marca Hyundai, adquiridas em 2024. Contudo, fontes no local indicaram que estas viaturas não correspondem ao lote visado na polémica adjudicação de 18 milhões de meticais.
Até ao momento, a direção do Conselho Constitucional tem-se recusado a prestar declarações ou a emitir qualquer esclarecimento público para justificar a diferença de valores que está a suscitar dúvidas sobre a transparência do processo de contratação pública.
