Famílias de Mabalane e Chókwè enfrentam seca e elefantes após destruição das cheias
Seis meses após as inundações que devastaram os distritos de Mabalane e Chókwè, as populações locais tentam erguer-se do cenário de destruição. No entanto, o processo de recuperação e o regresso às machambas enfrentam novos obstáculos críticos: a estiagem prolongada e a invasão de elefantes às áreas de cultivo.
Em Mabalane, onde cerca de 36 mil dos 42 mil habitantes foram afectados pelas intempéries, as famílias trabalham na reconstrução de habitações e na preparação dos solos. Apesar da prestação de apoio em sementes e insumos por parte das autoridades locais para retomar a produção agrícola, a característica semi-árida da região e a ausência de precipitação colocam em risco a segurança alimentar da população e o abastecimento de água ao gado.
Conteúdo Relacionado:
A par dos impactos climáticos, o conflito homem-fauna bravia intensifica as perdas dos produtores. Dados oficiais indicam que, até ao primeiro semestre, entre 15 e 25 hectares de culturas agrícolas foram destruídos por elefantes na região, inviabilizando as colheitas de diversas famílias que tentavam recomeçar após o desastre natural.
No sector das infra-estruturas, prosseguem as intervenções de emergência na estrada R448, concretamente no troço Manjangue-Barragem de Macarretane, onde a ponte foi colapsada pela força das águas. Segundo as autoridades de estradas, foi aberto um desvio provisório para assegurar a circulação rodoviária e restabelecer a ligação entre Chókwè, os distritos do interior de Gaza e a fronteira com o Zimbabwe.
Deixe um comentário