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Super El Niño ameaça provocar prejuízo de 20 mil milhões de dólares em África

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Economia
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Um novo evento do fenómeno El Niño ameaça devastar as economias do continente africano. Estimativas de especialistas em desenvolvimento apontam para prejuízos diretos entre 10 e 20 mil milhões de dólares norte-americanos.

Além disso, a força do clima pode reduzir o Produto Interno Bruto dos países mais atingidos em até 2%. As temperaturas da superfície do Oceano Pacífico atingiram os pontos mais altos das últimas décadas.

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Consequentemente, este aquecimento confirma a chegada de uma versão extremamente severa do fenómeno. Especialistas alertam que esta crise vai comprometer a segurança alimentar e desestabilizar os sistemas bancários locais.

Crise agrícola e risco de migração em massa

A produção agrícola no continente enfrentará perdas calculadas em cerca de 330 milhões de dólares. Por outro lado, o setor da pesca também sofrerá uma quebra de até 4% na produtividade devido ao aquecimento das águas.

Como resultado direto, o preço do milho pode duplicar nos mercados regionais nos próximos meses. Esta escalada inflacionária vai forçar milhares de famílias vulneráveis a abandonar os seus locais de residência.

Portanto, nações como Sudão, Somália, República Democrática do Congo, Mali, Burundi e Nigéria enfrentam sérios riscos. A escassez de recursos vai intensificar disputas por água e terras de pastagem.

Necessidade urgente de financiamento climático

Atualmente, vários governos enfrentam uma grave armadilha financeira. Os Estados retiram verbas da saúde e da educação para reparar infraestruturas destruídas por eventos extremos.

No entanto, a recuperação exige investimentos muito mais robustos. Especialistas indicam que África precisa de 100 mil milhões de dólares este ano para financiar ações de adaptação às mudanças climáticas.

O caso de Moçambique exemplifica como a reconstrução após grandes tempestades pode demorar vários anos. Por isso, bancos multilaterais preparam encontros técnicos para redirecionar fundos de emergência para as regiões mais expostas.

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