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HCB investe 1,2 mil milhões de euros para modernizar infraestruturas em Moçambique

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Economia
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A Hidroeléctrica de Cahora Bassa planeia investir 1,2 mil milhões de euros na modernização das suas infraestruturas ao longo da próxima década. A empresa prevê recuperar o desempenho financeiro este ano, após sofrer os impactos da seca provocada pelo fenómeno El Niño.

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De acordo com os dados operacionais mais recentes, a firma formalizou um crédito de 100 milhões de euros com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Este montante vai financiar a reabilitação da Central Sul, no âmbito do programa estratégico CAPEX Vital.

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Plano decenal e reabilitação de geradores

O plano global abrange dez anos e destina recursos para renovar os sistemas de produção de energia e transmissão. As intervenções incluem a central hidroeléctrica e a subestação conversora do Songo.

Os trabalhos de recuperação do primeiro dos cinco grupos geradores vão iniciar em 2028. A empresa pretende reabilitar uma unidade por ano de forma gradual.

Além disso, a infraestrutura vai beneficiar de um subsídio da União Europeia. Os fundos apoiarão a gestão de recursos hídricos, formação profissional, digitalização, cibersegurança e políticas de género.

Capacidade operacional e estrutura acionista

A empresa opera o empreendimento na província de Tete sob contrato de concessão. Atualmente, a Central Sul possui uma capacidade instalada de 2.075 megawatts.

O projeto inclui também o desenvolvimento futuro da Central Norte, com potencial para 1.200 megawatts. Da mesma forma, os acionistas planeiam construir uma central solar no mesmo complexo energético.

A estrutura acionista da empresa divide-se maioritariamente entre a Companhia Elétrica do Zambeze, com 85%, e a REN de Portugal, com 7,5%. Investidores moçambicanos detêm 4% e as ações em tesouraria somam 3,5% do total.

Com mais de 700 trabalhadores, a empresa destaca-se como um dos maiores produtores de eletricidade da África Austral. A barragem é a quarta maior do continente em termos de albufeira.

Desempenho financeiro e recuperação hídrica

Os constrangimentos hídricos em 2025 reduziram a produção e afetaram os lucros do setor energético. O lucro líquido caiu 49,6%, situando-se em 7,123 mil milhões de meticais.

As receitas de vendas recuaram 37,1% para 22,019 mil milhões de meticais devido à menor quantidade de energia comercializada. As vendas totais somaram 9,9 milhões de megawatt-hora no período analisado.

Apesar destas reduções, o resultado operacional manteve-se positivo em 8,474 mil milhões de meticais. Contudo, os ativos totais continuam a superar os 101 mil milhões de meticais.

Entretanto, os níveis de armazenamento da albufeira apresentaram uma forte recuperação em março de 2026. A quota subiu de 27,23% para 51,67%, superando os números registados no ano anterior. Esta melhoria eleva as expetativas de crescimento para o exercício de 2026.

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