Sábado, 01 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Estabilidade territorial é crucial para o desenvolvimento em África, defendem especialistas em Maputo

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Economia
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A consolidação da estabilidade territorial e o fortalecimento das instituições estatais constituem exigências fundamentais para alcançar o desenvolvimento económico sustentável em África. Esta posição foi defendida durante o Fórum Agro-Alimentar, num encontro realizado esta quinta-feira em Maputo.

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O evento reuniu empresários, quadros políticos e especialistas de várias áreas. Além disso, a iniciativa serviu de plataforma central para debater as parcerias estratégicas e o reforço das relações bilaterais entre Moçambique e Portugal.

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Estabilidade e instituições como pilares do crescimento

A estabilidade política funciona como o motor principal para atrair investimentos produtivos. Consequentemente, a paz social gera a confiança necessária para alavancar os mercados e impulsionar a economia nacional.

O antigo vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas, enfatizou que a falta de estabilidade paralisa o progresso. Por outro lado, o responsável destacou os desafios recentes enfrentados em solo nacional com os acontecimentos de 2024. Atualmente, o Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano inicia uma fase de recuperação gradual.

Além da previsibilidade política, a existência de um sistema judicial funcional é indispensável. Portanto, a transparência jurídica reforça a segurança das operações financeiras e protege os investimentos.

Vantagens demográficas e potencial agrícola

O continente africano possui trunfos estratégicos valiosos no cenário global. Em primeiro lugar, destaca-se a predominância de uma população jovem num contexto mundial de envelhecimento demográfico.

Em segundo lugar, a agricultura da região apresenta um potencial produtivo extraordinário. Contudo, a expansão do setor agrícola exige capital financeiro, inovação tecnológica e parcerias sólidas.

Diante do crescimento populacional global, África surge como peça-chave para a segurança alimentar. Por conseguinte, o continente dispõe das condições necessárias para responder ao aumento da procura por alimentos.

Desafios ambientais e cooperação bilateral

O debate abordou igualmente o impacto severo das alterações climáticas no setor produtivo. O antigo ministro do Ambiente de Portugal, Duarte Cordeiro, sublinhou os problemas comuns enfrentados por ambas as nações, tais como tempestades, cheias e erosão costeira.

Apesar dos ciclones provocarem danos significativos nas infraestruturas e nas colheitas, Moçambique registou avanços notáveis. Em particular, a melhoria dos sistemas de alerta precoce ajudou a minimizar os impactos sociais destes fenómenos naturais.

O papel do Estado de Direito

Por sua vez, o antigo autarca da cidade do Porto, Rui Rio, defendeu que o desenvolvimento sustentável exige um quadro regulatório eficaz. De acordo com o participante, o bom funcionamento da justiça é determinante para manter a eficácia das instituições democráticas.

Em suma, os conferencistas convergiram na urgência de promover o investimento produtivo. Da mesma forma, a capacitação dos jovens e a consolidação de instituições transparentes continuam a ser prioridades absolutas para impulsionar o progresso em África.

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