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Sociedade

Membros do Governo doam salário para reconstrução dos serviços de Oncologia do HCM

Membros do Conselho de Ministros vão doar pelo menos um dia de salário para repor a ala de Oncologia do Hospital Central de Maputo, devastada por um incêndio.
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Os membros do Conselho de Ministros decidiram doar, no mínimo, um dia do seu salário individual para apoiar as acções de reposição e reconstrução dos serviços de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM). A medida foi tomada em resposta aos graves danos materiais provocados pelo incêndio que deflagrou no passado domingo naquela unidade sanitária.

Investigações e mobilização comunitária

A decisão foi tornada pública pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, ao término da 32ª Sessão Ordinária do Executivo, realizada no dia 3 de novembro de 2026. Segundo a informação avançada, prosseguem no terreno as inspecções técnicas para apurar o montante exacto dos prejuízos materiais e apurar as causas reais que estiveram na origem do incidente através de uma investigação em curso.

Durante o balanço, o Executivo destacou e enalteceu o papel da população moçambicana e de parceiros internacionais no combate e mitigação do sinistro. Houve especial menção à intervenção rápida de jovens locais, cuja acção voluntária permitiu a remoção atempada de viaturas e de cerca de 30 botijões de gás situados nas imediações, o que preveniu uma explosão no perímetro hospitalar.

Quadro clínico e garantia de atendimento aos doentes

No tocante à segurança dos utentes, foi confirmado que os 22 pacientes internados no momento do incêndio foram retirados em segurança. A operação de resgate garantiu que não se registassem vítimas mortais, feridos ou casos de intoxicação devido à inalação de fumo.

Após avaliação médica, 12 dos doentes retirados receberam alta hospitalar e regressaram às suas residências. Os restantes dez doentes mantêm-se sob acompanhamento clínico preventivo nas instalações de apoio.

Relativamente aos tratamentos em regime ambulatório, que abrangem uma média diária de cerca de 90 pacientes, o Executivo garantiu que a assistência continua assegurada. A continuidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos foi viabilizada através da reorganização imediata dos fluxos de trabalho e da criação de rotas alternativas de atendimento no hospital.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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