Cinco funcionários afastados após alegada mutilação de cadáver em Chimoio
O Conselho Municipal de Chimoio suspendeu três funcionários do quadro permanente e rescindiu o contrato de trabalho com outros dois, no âmbito de um processo que apura o alegado mau trato de um cadáver nas instalações da morgue do Hospital Provincial de Chimoio.
O caso ocorreu há cerca de um mês e diz respeito ao corpo de uma cidadã que se encontrava internada na referida unidade sanitária devido a complicações de saúde. Aquando do levantamento para as exéquias fúnebres, a família constatou que o cadáver apresentava sinais de mutilação numa das orelhas e a zona da testa parcialmente raspada.
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Em reação à situação, Fernando João, viúvo da falecida, solicitou a intervenção imediata das estruturas autárquicas para o esclarecimento cabal dos factos e apuramento das causas da alteração do corpo durante o período de conservação.
O edil de Chimoio, João Ferreira, confirmou a aplicação das sanções disciplinares durante uma visita de solidariedade à família lesada. O responsável clarificou que as medidas administrativas visam instaurar a ordem interna, sem prejuízo da investigação criminal que está a ser conduzida pelas autoridades judiciais para apurar a responsabilidade penal dos visados.
Com o objetivo de evitar a repetição de incidentes similares, a edilidade anunciou um plano de contingência que inclui a instalação de câmaras de videovigilância na morgue, o aumento do efetivo de trabalhadores, a intensificação das ações de fiscalização e o reforço da coordenação técnica com a direção do Hospital Provincial de Chimoio na gestão do fluxo de entrada e saída de corpos.
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