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Daniel Chapo exige gestão eficiente das finanças públicas para alavancar investimentos

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Economia
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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a necessidade urgente de aplicar uma gestão mais eficiente nas finanças públicas do país. O objetivo central reside em aumentar a capacidade orçamental do Estado para financiar o desenvolvimento económico.

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A posição foi expressa durante uma visita de trabalho realizada ao distrito de Malema, na província de Nampula. No local, o chefe de Estado sublinhou a importância de compreender a fundo a estrutura de receitas e despesas estatais.

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Prioridade ao investimento e negociações internacionais

Daniel Chapo garantiu que o principal desafio da atual administração consiste em libertar recursos orçamentais. Por conseguinte, o Executivo pretende criar maior espaço fiscal para alocar ao investimento público.

Para ilustrar o cenário atual, o Presidente comparou a gestão do Estado com o orçamento familiar ou empresarial. Segundo o governante, alocar a quase totalidade das receitas ao pagamento de salários limita gravemente a capacidade de realizar obras essenciais.

Além disso, o estadista abordou o andamento das conversações com parceiros financeiros internacionais. Durante estas rondas negociais, o Governo tem rejeitado propostas que possam agravar o custo de vida dos cidadãos.

Desta forma, o Executivo recusou ajustamentos com impacto negativo nos salários e na taxa de câmbio. De acordo com o chefe de Estado, tais medidas iriam provocar o encarecimento imediato de bens essenciais no mercado nacional.

Desempenho económico e perspetivas para o país

Entretanto, o pronunciamento surge num momento de recuperação gradual da economia nacional. Os dados económicos oficiais indicam um crescimento de 0,1% no primeiro trimestre de 2026, revertendo a queda de 2,9% registada no período homólogo de 2025.

Este resultado favorável foi impulsionado sobretudo pelo sector dos serviços, que registou um aumento de 3,5%. Neste âmbito, os ramos da hotelaria e restauração sobressaíram-se com uma subida de 5,1%, enquanto o comércio cresceu 4,5%.

Contudo, os impactos das severas inundações de janeiro obrigaram as autoridades a rever as metas económicas globais. Consequentemente, a previsão de crescimento económico para o ano de 2026 baixou de 2,8% para 0,59%.

Para responder aos estragos provocados pelas cheias, o Governo já anunciou um plano de reconstrução pós-desastre. O programa está orçado em cerca de 1,4 mil milhões de euros para restaurar infraestruturas danificadas.

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