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Polícia da África do Sul detém agentes por extorsão a moçambicano e prende milhares de imigrantes

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Extorsão a moçambicano e corrupção policial

A unidade anticorrupção da província de Gauteng deteve cinco agentes da Polícia Sul-Africana no dia 12 de Julho. Os polícias pertencem à unidade de ordem pública. Eles extorquiram 20 mil rands a um cidadão moçambicano na região de West Rand.

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O caso ocorreu durante uma acção de patrulhamento e busca. Posteriormente, os suspeitos compareceram perante o Tribunal de Kagiso. O órgão judicial acusou formalmente os cinco agentes pelo crime de corrupção.

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As autoridades policiais destacaram a importância destas prisões. A instituição reforça assim o combate às práticas ilícitas internas. Além disso, comerciantes e viajantes nacionais relatam abusos frequentes na fronteira de Ressano Garcia.

Muitos cidadãos enfrentam exigências de pagamentos ilegais de forma contínua. As vítimas denunciam intimidações mesmo quando possuem documentos válidos. Consequentemente, as forças de segurança de ambos os países acompanham a situação com atenção.

Operações massivas contra a imigração ilegal

Entretanto, a polícia na África do Sul deteve mais de 12 mil estrangeiros em situação irregular nas últimas três semanas. As acções decorrem no âmbito do combate à imigração ilegal no país.

Apenas na última semana, as forças de segurança detiveram 3.113 pessoas sem documentação. No total, as operações conjuntas somam 12.009 detenções. O trabalho envolve a polícia, o Ministério do Interior e as forças armadas.

A tenente-coronel Amanda Van Wyk explicou os objectivos do trabalho. Segundo a porta-voz policial, o foco reside no reforço da segurança nas fronteiras e na prevenção da criminalidade.

Durante as fiscalizações, os agentes apreenderam drogas e bens ilícitos. Na estrada N1, em Colesberg, as forças policiais detiveram um estrangeiro de 37 anos com 379 quilos de cannabis. O produto está avaliado em mais de 7,5 milhões de rands.

A busca revelou ainda a posse de 830 comprimidos de ecstasy, metanfetamina cristal e 300 gramas de metcatinona. Os estupefacientes valiam 154.800 rands no mercado ilegal. Da mesma forma, outras detenções ocorreram no posto de Groblersbridge e em Mokopane.

Falhas de governação alimentam xenofobia

Por outro lado, o antigo Presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, abordou os problemas sociais do país. O ex-estadista apontou falhas de governação como causa da xenofobia. A declaração surgiu durante o seminário da Fundação Motlanthe.

Motlanthe alertou que a disputa por recursos limitados gera conflitos graves. Além disso, líderes populistas aproveitam o descontentamento popular nas zonas desfavorecidas. Por isso, o Governo deve agir com rapidez para evitar o agravamento da violência.

O antigo governante recordou que a xenofobia representa o medo do estrangeiro. Ainda assim, reconheceu o diálogo promovido pelo Presidente Cyril Ramaphosa com líderes comunitários. Motlanthe liderou o país entre Setembro de 2008 e Maio de 2009.

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