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Moçambique falha na conversão do crescimento económico em emprego de qualidade, aponta FUNDEC

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Economia
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Moçambique continua a enfrentar sérias dificuldades para converter o crescimento económico em postos de trabalho formais e sustentáveis. A constatação surge através dos dados apresentados pela Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) referentes ao primeiro trimestre de 2026.

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Segundo os indicadores divulgados, o Índice de Emprego e Produtividade situou-se em 28,01 pontos. Consequentemente, o Rating de Competitividade Empresarial fixou-se nos 38,62 pontos. Os números reflectem fragilidades persistentes na produtividade do sector privado nacional.

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Além disso, a informalidade domina grande parte das actividades laborais no país. O presidente da FUNDEC, Agostinho de Vuma, explicou que a expansão do Produto Interno Bruto não assegura a criação de empregos. Portanto, o dirigente defende uma mudança profunda na avaliação do desempenho da economia.

Deterioração da competitividade e acesso ao crédito

Por outro lado, o indicador de competitividade das empresas mantém a tendência de queda iniciada em 2025. Naquele período, o índice atingiu 46,64 pontos antes de recuar para os actuais 38,62 pontos.

Adicionalmente, os empresários enfrentam altos custos de financiamento e fraco acesso ao crédito bancário. Esta situação reduz substancialmente a capacidade de investimento das empresas. Em suma, o cenário geral abala a confiança do sector empresarial moçambicano.

Propostas e papel das políticas públicas

Para reverter este quadro, a FUNDEC propõe uma estratégia nacional focada no aumento da produtividade. O economista-chefe da organização, Clésio Foia, sugere acelerar a transformação digital. Da mesma forma, o especialista defende linhas de financiamento para a formação profissional.

Por sua vez, o governo reconheceu a relevância destes indicadores para a gestão pública. O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, afirmou que o executivo utiliza estes dados na elaboração de políticas. Além disso, as informações apoiam a definição de reformas cruciais para o Estado.

Apesar dos desafios, a instituição assinalou sinais tímidos de recuperação no início de 2026. No entanto, o país precisa de aplicar reformas estruturais urgentes para impulsionar o mercado de trabalho.

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