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Economia

CTA Defende Roteiro Estratégico de Investimentos em Transportes e Logística até 2030

A CTA propôs a criação de um roteiro de investimentos em transportes e logística para o período 2026-2030, focado na redução de custos operacionais e na melhoria da competitividade dos corredores de Maputo, Beira e Nacala.
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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a criação urgente de um roteiro estratégico de investimentos no sector de transportes e logística para o período de 2026 a 2030. A proposta contempla o mapeamento de projectos prioritários, metas concretas para a redução de custos operacionais e mecanismos eficazes de monitoria, com o objectivo de reforçar a competitividade dos corredores nacionais e dinamizar a integração comercial na África Austral.

Atracção de Capital Privado e Projectos Viáveis

A iniciativa foi apresentada pelo vice-presidente da CTA, Onório Manuel, durante a edição inaugural do Fórum e Exposição de Investimento em Transportes e Logística de Moçambique (TRANS-LOG MOZ 2026). O evento decorre nos dias 4 e 5 de Novembro, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, reunindo membros do Governo, investidores, instituições financeiras e operadores económicos de vários países da região.

Segundo Onório Manuel, o roteiro deve estabelecer compromissos claros para eliminar os principais estrangulamentos do sector. Num cenário de limitações no financiamento público, a agremiação patronal considera fundamental criar condições atractivas para o capital privado e parceiros de desenvolvimento, baseadas em modelos de negócio sustentáveis e com partilha equilibrada de riscos.

O dirigente salientou que a prioridade deve ser a conversão de oportunidades em projectos bancáveis, estruturados com estudos de viabilidade técnica e financeira. “Precisamos de apresentar aos investidores projectos com procura identificada, estudos de viabilidade, necessidades de capital e modelos operacionais claros. Necessitamos de menos projectos anunciados e mais projectos prontos para financiamento e execução”, sublinhou.

Integração Regional e Eficiência nos Corredores

Entre os pilares do plano proposto pela CTA figuram o desenvolvimento de terminais logísticos, infra-estruturas de armazenamento de grãos, redes de cadeia de frio, modernização de equipamento portuário e transporte ferroviário, além da adopção de soluções digitais para a gestão e rastreamento de carga.

Foi também enfatizada a necessidade de fortalecer a ligação dos corredores de Maputo, Beira e Nacala aos mercados do interior do continente, mediante infra-estruturas rodoferroviárias mais eficientes e processos fronteiriços simplificados.

Onório Manuel destacou que a competitividade do sector vai além da capacidade dos portos, dependendo do desempenho global da cadeia logística. “A competitividade de um corredor não se mede apenas pela capacidade do seu porto, mas sim pelo custo, tempo e previsibilidade com que as mercadorias chegam ao destino final. Uma ferrovia com capacidade disponível não resolve o problema se faltar equipamento do outro lado da fronteira”, explicou.

Com esta visão, a proposta visa garantir que os investimentos previstos se traduzam em ganhos efectivos de eficiência para a economia moçambicana e regional.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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