O Corredor da Beira vai reforçar substancialmente a sua articulação logística e energética com a região mineira do Copperbelt, na Zâmbia. A medida visa maximizar os rendimentos e a eficiência operacional da expansão da Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ), cujo projecto prevê aumentar a capacidade anual de transporte de combustíveis para 5 milhões de metros cúbicos.
Sincronização da cadeia de abastecimento
Durante o Fórum do Corredor da Beira, realizado em Livingstone, na Zâmbia, o secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, defendeu que o aumento do fluxo no oleoduto exige uma coordenação perfeita em todas as fases da cadeia de distribuição. O responsável apontou a necessidade de harmonização desde a acostagem dos navios petroleiros no Porto da Beira até ao armazenamento, bombagem e entrega final aos mercados de destino.
“Do navio que atraca na Beira à indústria mineira do Copperbelt, cada etapa tem de acompanhar as outras”, sustentou Chinguane Mabote, apelando à firmação de compromissos práticos que convertam debates institucionais em investimentos directos e resultados económicos mensuráveis.
Novas infra-estruturas e capacidade operacional
A ampliação do oleoduto vai representar um incremento de 2 milhões de metros cúbicos por ano, subindo dos actuais 3 milhões para 5 milhões de metros cúbicos, volume equivalente a cerca de 2 mil milhões de litros adicionais. Para suportar este aumento de carga, o projecto contempla a instalação de novas estações de bombagem localizadas nos distritos de Nhamatanda e Messica, na província de Manica.
De acordo com o executivo, o reforço do pipeline integra um plano mais amplo focado no desenvolvimento contínuo do Porto da Beira e na modernização das ligações rodoviárias e ferroviárias. A estratégia visa consolidar o Corredor da Beira como uma das principais e mais competitivas vias de trânsito comercial para os países encravados do interior da África Austral, com destaque para o Zimbabué e a Zâmbia.
Chinguane Mabote reiterou ainda que o impacto real do fórum será avaliado pela capacidade dos intervenientes em transformar as recomendações em acções executáveis, mobilizando o financiamento exigido para a concretização das obras.