O partido ANAMOLA manifestou publicamente a sua estranheza diante da recente decisão judicial que ordenou o desbloqueio das contas bancárias do seu líder, Venâncio Mondlane, num momento em que o político continua a responder no processo relacionado com as manifestações pós-eleitorais em Moçambique.
A posição oficial da agremiação política foi apresentada pelo secretário-geral interino, James Njiji, um dia após ter sido tornado público o posicionamento do Tribunal Supremo. A alta instância judicial instruiu as instituições bancárias a reporem o acesso às contas do político, fundamentando que já não se mantêm os pressupostos legais que justificaram a medida de congelamento.
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A restrição financeira havia sido imposta em Novembro de 2024 pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, um mês após as eleições gerais. A decisão inicial abrangia a totalidade das contas bancárias do político e requeria relatórios detalhados dos extractos financeiros, com atenção dedicada a fundos provenientes do estrangeiro e transferências para o exterior.
Ao comentar a situação, James Njiji considerou injusta a tramitação criminal contra o presidente da sua formação, defendendo que o dirigente não deve ser responsabilizado por actos que não praticou directamente no decurso dos protestos. O representante reiterou ainda que o partido reconhece o princípio legal de que a responsabilidade criminal é estritamente individual.
