A Zâmbia planeia colocar em funcionamento, no segundo trimestre de 2029, uma linha de transmissão de electricidade de alta tensão que ligará o país à Tanzânia, com o objectivo de reforçar o comércio regional de energia e garantir a segurança no abastecimento. A informação foi confirmada pelo ministro da Energia zambiano, Peter Kapala, durante uma intervenção no Parlamento.
Investimento de 1,2 mil milhões de dólares
Acordado originalmente em 2014, o projecto contempla a construção de uma linha de transmissão com cerca de 2 300 quilómetros de extensão destinada a interligar a Zâmbia, a Tanzânia e o Quénia. O investimento global estimado ascende a 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos.
Para garantir a execução da sua parcela do projecto, a Zâmbia assegurou 292 milhões de dólares em financiamento não reembolsável, concedido pelo Grupo Banco Mundial, pela União Europeia e pelo Reino Unido. O país será responsável directo pela construção de pouco mais de 600 quilómetros de linhas de transmissão.
Conexão entre blocos energéticos regionais
A operacionalização da infra-estrutura permitirá conectar a Pool de Energia da África Austral (SAPP) à Pool de Energia da África Oriental (EAPP). Com esta integração, a Zâmbia passará a ter capacidade para comercializar até 500 megawatts de energia, consolidando o seu papel como um centro estratégico no comércio de electricidade na região.
Relativamente às fases de execução, o ministro Peter Kapala adiantou que o consórcio chinês Sinotech foi seleccionado para realizar as duas primeiras etapas das obras. A primeira fase compreende 186 quilómetros entre a subestação de Pensulo e Mpika, enquanto a segunda abrange 200 quilómetros entre Mpika e a subestação de Kasama, no norte do território zambiano.
A execução integral das obras de interligação entre a Zâmbia e a Tanzânia terá a duração de 24 meses, estando a entrada em funcionamento prevista para o segundo trimestre de 2029.