As circunstâncias que envolvem a morte do bispo católico Dom Osório Citora permanecem sem esclarecimento definitivo, num processo de investigação que continuará em aberto e que se deverá prolongar por mais 12 meses. A extensão do prazo deve-se à elevada complexidade do caso e à necessidade de aprofundar as diligências para a identificação e responsabilização de todos os autores do crime.
Suspeitos em prisão preventiva
A informação foi confirmada pelo procurador provincial na Zambézia, Fred Jamal, durante as cerimónias alusivas às celebrações do Dia da Legalidade. De acordo com o magistrado, cinco indivíduos encontram-se atualmente a cumprir a medida de coação de prisão preventiva no âmbito dos autos de instrução preparatória. Deste grupo, três são colaboradores da Diocese, enquanto os outros dois não possuem qualquer ligação formal com a estrutura religiosa.
Autoridades apelam à colaboração popular
Dada a exigência de dados conclusivos para o fecho das investigações, Fred Jamal apelou à cooperação ativa da população com as autoridades policiais e judiciais. O procurador sublinhou a importância das denúncias e da apresentação de informações ou provas materiais por parte da comunidade, elementos considerados fundamentais para acelerar o esclarecimento do caso e garantir a justiça.