Alerta sobre falhas graves nos motores de aeronave da LAM gera apreensão
A aeronave Bombardier Q400, de matrícula C9-AUV, pertencente à frota da companhia de bandeira nacional Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), encontra-se imobilizada em terra devido a alegadas falhas técnicas graves detectadas nos dois motores.
O aparelho, adquirido no ano passado por cerca de 6,5 milhões de dólares norte-americanos durante a gestão da anterior Comissão de Gestão da empresa, terá sido incorporado sob a modalidade “As Is, Where Is” (“tal como está”), sem a realização nem a apresentação transparente da respectiva inspecção prévia à compra, segundo indicam relatórios de auditoria interna a que a imprensa teve acesso.
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Fontes técnicas associadas às auditorias revelam a presença de anomalias severas nos motores, prevendo-se uma elevada probabilidade de riscos operacionais críticos em pleno voo. Para tentar manter a operacionalidade do equipamento, terão sido utilizados componentes retirados de outras duas aeronaves do mesmo modelo que já se encontravam inoperacionais.
Estima-se que a reparação integral dos propulsores danificados venha a exigir um investimento adicional em torno dos 3 milhões de dólares, um encargo financeiro que poderá recair sobre as contas públicas. Paralelamente, surgiram denúncias sobre a eventual preparação de um plano logístico para a saída da aeronave do país rumo a oficinas na Tanzânia ou Etiópia, com a intenção de proceder a intervenções técnicas ou alterar a identidade visual longe do escrutínio público.
Perante este cenário, organizações da sociedade civil e observadores do sector exigem esclarecimentos urgentes e transparentes por parte da direcção da transportadora aérea e das entidades reguladoras da aviação civil em Moçambique, reiterando que a salvaguarda da segurança dos passageiros e da tripulação deve sobrepor-se a quaisquer interesses de gestão.
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